Reuniões em Washington reforçam articulação institucional do Brasil em temas estratégicos como tecnologia, energia, segurança e cadeias produtivas.

O senador Nelsinho Trad recebeu emissários da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos para discutir minerais críticos e terras raras, temas considerados estratégicos para setores como tecnologia, energia, defesa e indústria. O encontro deu sequência à missão oficial realizada em Washington e reforçou a necessidade de canais permanentes de diálogo entre os parlamentos brasileiro e norte-americano.
Segundo o senador, o Brasil precisa acompanhar esse debate com soberania, segurança jurídica e visão estratégica. “Minerais críticos e terras raras estão no centro da geopolítica mundial. O Brasil tem potencial e precisa transformar esse potencial em desenvolvimento, inovação, agregação de valor e proteção ao interesse nacional”, afirmou.
Na mesma semana, Nelsinho Trad também se reuniu com representantes do Senado americano para tratar de segurança pública, cooperação internacional e combate a facções criminosas.
As conversas ocorrem em meio à reorganização da relação entre Brasil e Estados Unidos após o tarifaço imposto a produtos brasileiros. Embora parte dos itens tenha sido retirada da sobretaxa, setores produtivos ainda acompanham os desdobramentos das negociações e cobram previsibilidade, segurança jurídica e diálogo permanente.
Em setembro do ano passado, o senador já havia recebido, na Liderança do PSD, assessores parlamentares americanos ligados à senadora democrata Jeanne Shaheen e ao senador republicano Pete Ricketts, além de diplomatas da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Na ocasião, os representantes entregaram uma mensagem institucional de seus gabinetes e ouviram do Parlamento brasileiro preocupações sobre a imagem do país no exterior e a evolução da relação bilateral.

Interlocução parlamentar para evitar crises
O encontro ocorreu após a missão oficial de senadores brasileiros aos Estados Unidos, liderada por Nelsinho Trad no âmbito da Comissão Temporária Externa Brasil-EUA, criada em reação ao tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Durante a agenda em Washington, a comitiva apresentou relatórios técnicos sobre os impactos das tarifas, defendeu diálogo de alto nível e convidou parlamentares norte-americanos a visitar o Brasil.
Desde então, o presidente da Comissão de Relações Exteriores tem defendido a manutenção de um canal permanente com o Congresso americano. Para ele, a interlocução parlamentar é essencial para evitar novos choques comerciais, ampliar a previsibilidade nas relações bilaterais e garantir que decisões com impacto sobre a economia brasileira sejam discutidas de forma institucional.
“O canal parlamentar não foi aberto para gestos simbólicos. Ele existe para prevenir crises, construir soluções e garantir que o Brasil seja ouvido antes de qualquer decisão que possa afetar nossos produtores, nossa indústria e nossa economia”, afirmou.
Com informações da Assessoria








