Parceria com a Receita Federal garante destinação de deduções do Imposto de Renda.

Uma iniciativa de grande alcance social para beneficiar crianças, adolescentes e idosos campo-grandenses foi oficializada nesta quinta-feira (23/04), com um Termo de Cooperação entre a Câmara Municipal e a Receita Federal. O acordo prevê a participação do Poder Legislativo no apoio, incentivo e divulgação da campanha “Eu Sou Cidadão Solidário”.
A campanha foi criada para estimular a destinação de parte das deduções do Imposto de Renda (IR) aos fundos municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Pessoa Idosa.
A Câmara já vinha apoiando a divulgação, segundo seu presidente, o vereador Epaminondas Papy (PSDB). O delegado-adjunto da Receita Federal em Campo Grande, Henry Tamashiro de Oliveira, falou sobre a campanha. O Termo de Cooperação prevê divulgação e conscientização sobre a destinação do IR; o apoio a iniciativas ligadas à cidadania fiscal; o incentivo à participação dos servidores, vereadores e da sociedade civil; e cooperação no fortalecimento de fundos municipais e das entidades sociais beneficiadas.
Peso
Neste contexto, a atuação da Câmara Municipal de Campo Grande ganhou peso institucional. Em 2025, a Casa participou ativamente da campanha, sediando a solenidade de lançamento e ampliando a divulgação junto à população. O engajamento do Legislativo reforça a credibilidade da iniciativa e amplia o alcance da informação, papel essencial para transformar potencial em resultado concreto. O objetivo é melhorar o posicionamento do Estado no ranking nacional neste ano de 2026.
Mato Grosso do Sul destinou em 2025 mais de R$ 10,3 milhões, através de doações feitas por 4.692 contribuintes, colocando o Estado em oitavo lugar entre os maiores colaboradores do país. Oliveira ressaltou as parcerias, citando como exemplo a Câmara Municipal. Durante a sessão, foi exibido um vídeo produzido pelo Legislativo reforçando a campanha. “Estamos presentes nesta e em outras iniciativas de atendimento e apoio às crianças, adolescentes e idosos”, reiterou Papy.
Segundo o delegado-adjunto, cada pessoa pode escolher para onde vai uma parte de seu imposto, como a doação via IR para os fundos da criança e do adolescente e da pessoa idosa. O contribuinte pode então direcionar até 6% do imposto, sendo 3% para cada fundo, no momento da declaração, sem custo adicional. Os conselhos administram esses Fundos e as entidades apresentam projetos para receber as verbas. Os recursos são fiscalizados pelo Ministério Público.








