Mesmo com otimismo recente, falta de avanços concretos e risco inflacionário global trazem cautela ao mercado.

O dólar hoje opera com viés positivo nesta quarta-feira (15/04) com os mercados à espera de novidades sobre a segunda rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã, prevista para ocorrer ainda nesta semana no Paquistão. Por volta das 10h (de Brasília), o câmbio registra uma leve alta de 0,08%, a R$ 4,9924.
Hoje às 11h30 (de Brasília) o Dólar registrava queda de 0,06% cotado para compra em R$4,990 e venda R$4,991 e o Ibovespa também em queda de 0,19%, registra 198.270,94 pontos.
Ontem, o presidente americano Donald Trump disse ao The New York Post que as tratativas com Teerã “podem ocorrer nos próximos dias” no Paquistão. Ao mesmo tempo, há a informação de que os EUA enviarão, nos próximos dias, milhares de soldados ao Oriente Médio, para pressionar o Irã a firmar um acordo para encerrar o conflito.
A possibilidade de um acordo tem sustentado o otimismo dos investidores nos últimos dias. Na terça, o câmbio encerrou com leve queda de 0,06%, a R$ 4,9938 – novamente no menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024. Foi a quinta sessão seguida de queda da moeda americana contra o real e a segunda abaixo de R$ 5. O dólar já acumula desvalorização de 3,57% em abril, após alta de 0,87% em março. No ano, as perdas são de 9,02%.
O movimento, porém, tende a perder força diante da ausência de novos acenos em relação a um acordo definitivo de paz. “Os investidores seguem otimistas com a possibilidade de uma solução diplomática entre Estados Unidos e Irã, o que poderia encerrar o conflito entre os países e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, ainda há muitas incertezas, e nada está garantido nesse sentido”, diz Leonel Oliveira Mattos, analista de inteligência de mercados da StoneX.
Em paralelo, o mercado avalia os efeitos da guerra na economia. Nos Estados Unidos, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que um conflito prolongado reduziria as chances de corte de juros nos Estados Unidos ainda este ano. “A tendência é de maior pressão inflacionária, impulsionada pelo aumento dos custos de energia — como petróleo, combustíveis e eletricidade, especialmente em países dependentes de combustíveis fósseis”, acrescentou Mattos.
No Brasil, os investidores acompanham os dados de vendas no varejo, a pesquisa Genial/Quaest sobre intenção de voto e avaliação do governo, além de uma reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o anúncio de medidas econômicas voltadas à sustentação do crescimento no setor habitacional.
Com informações do Broadcast






