Pentacampeão critica postura do craque do Santos e diz que falta dedicação para entrar na lista de Ancelotti, enquanto comissão mantém camisa 10 “em observação”.

Luizão, campeão do mundo com a seleção brasileira em 2002, causou forte repercussão ao afirmar que Neymar “não quer ir para a Copa do Mundo” de 2026, colocando em dúvida a presença do camisa 10 do Santos na lista final que Carlo Ancelotti entregará à FIFA em maio.

A declaração foi dada em entrevista ao programa “Campeão do Mundo com Galvão”, do canal N Sports, e repercutida por veículos como Estadão, Terra e sites esportivos.
“Eu acho que o Neymar não quer ir para a Copa”, disse Luizão, ao comentar que, na visão dele, o atacante não tem demonstrado o esforço e a disciplina necessários para garantir vaga entre os 26 convocados para o Mundial de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá. Para o ex-centroavante, o camisa 10 do Santos “não tem se esforçado o suficiente” e vive uma realidade muito diferente daquela enfrentada por jogadores de sua geração, que, segundo ele, precisavam “ralar muito mais” para vestir a amarelinha.
Durante a participação no programa, o ex-jogador criticou o que considera um ambiente “paparicado” na seleção brasileira e defendeu a necessidade de um “técnico forte” para impor limites ao elenco. Luizão disse acreditar que Ancelotti pode ser esse personagem capaz de “dar um basta” em comportamentos que, em sua opinião, atrapalham o desempenho em campo.
Ele lembrou episódios do início da carreira, como quando precisou “alugar um terno” para se apresentar à base da seleção, para contrastar com o conforto da atual geração.

Nos bastidores, a situação de Neymar segue cercada de incertezas: o atacante não é convocado desde 2023, quando rompeu o ligamento cruzado do joelho em jogo contra o Uruguai pelas Eliminatórias, e desde então a comissão técnica monitora sua condição física e ritmo de jogo.
De volta ao Santos, o camisa 10 alternou momentos de protagonismo com problemas físicos; em 2026, soma seis jogos e seis participações em gols (três gols e três assistências) entre Campeonato Paulista e Brasileiro, números que alimentam a discussão sobre seu peso técnico mesmo longe do auge.
Em entrevistas recentes, Ancelotti reiterou que Neymar não foi chamado nos últimos amistosos por “não estar 100%”, mas deixou a porta aberta para a Copa ao afirmar que, se o jogador chegar em plena condição durante o período do Mundial, poderá sim ser incluído na lista.
O próprio atacante já admitiu tristeza por ficar fora das últimas convocações, mas afirmou que seguirá trabalhando para tentar garantir presença no torneio, aumentando o contraste com a leitura mais crítica de Luizão.
Outros campeões mundiais ouvidos por veículos esportivos divergem do ex-centroavante: nomes como Rivellino, Zinho e Edmílson reconhecem que o desempenho recente está abaixo do potencial, mas defendem que, se estiver bem fisicamente, Neymar ainda oferece algo que “ninguém mais tem” na seleção.

O próprio Luizão, em outra entrevista, chegou a dizer que levaria o camisa 10 à Copa desde que ele “se dedicasse totalmente”, citando a necessidade de abrir mão de pôquer e festas para focar na preparação.
As falas do pentacampeão, amplificadas por redes sociais e programas esportivos, reacendem um debate que tem marcado todo o ciclo até 2026: a seleção deve apostar em um Neymar ainda em reconstrução física e de imagem, ou virar a página e consolidar uma nova liderança técnica com jogadores como Vinícius Júnior e Rodrygo?
Até a divulgação da lista final, prevista para 18 de maio, cada atuação do camisa 10 pelo Santos e cada entrevista de ex-jogadores tende a alimentar a novela em torno do futuro de Neymar com a camisa da seleção brasileira.






