Ex-prefeito foi transferido para o Presídio Militar após 5 horas na delegacia. O fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos assassinado ontem tinha arrematado o imóvel de Bernal em um leilão da CEF ano passado.

Uma testemunha afirmou à Polícia Civil que o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (sem partido), chegou ao imóvel no Jardim dos Estados e atirou “sem chance de defesa” contra o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, na tarde de terça-feira (24/03).

A vítima foi atingida no abdômen e nas costas, e morreu após cerca de 25 minutos de tentativas de reanimação no local. Segundo o depoimento, Bernal entrou na residência e disparou imediatamente, sem que reação prévia por parte da vítima. O servidor público deixa esposa e três filhos.
Um crime e duas versões
A versão contrasta com a apresentada pelo ex-prefeito em interrogatório, quando alegou ter se sentido ameaçado ao encontrar pessoas arrombando a porta do imóvel e disse que atirou para se defender.
Após a prisão em flagrante, Bernal permaneceu cerca de 5 horas na delegacia e, em seguida, sob escolta, ele foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) e para o Presídio Militar Estadual.
Por ser advogado, Bernal deve ficar em sala de Estado Maior, em cela especial, até passar hoje por audiência de custódia, quando a Justiça vai decidir se continuará preso ou poderá responder em liberdade.
Dias antes do crime, Bernal já havia se envolvido em outro episódio em Sidrolândia, ligado à propriedade rural dele.
Na ocasião, houve registro de uma suposta invasão na área, o que reforça o histórico recente de conflitos envolvendo imóveis atribuídos ao ex-prefeito.
A investigação também apura imagens de câmeras de segurança da residência para esclarecer a dinâmica dos disparos. Bernal afirma que não conhecia a vítima, que julgava estar diante de invasores e que possui porte de arma regular.








