
População teme repetição de promessas vazias e novo fracasso no processo para contratação de empresa.
A prefeita Adriane Lopes (PP) está em cena outra vez na tentativa de recuperar-se, seria muito bom e maravilhoso se não fosse a sucessão de promessas não cumpridas para conquistar votos e vencer a disputa sucessória.
A principal promessa de sua campanha era a construção do primeiro Hospital Municipal de Campo Grande, que seria iniciado ainda naquele ano, em plena campanha eleitoral, quando estava no exercício do primeiro mandato, e entregue até o segundo semestre de 2025. A promessa ficou entalada na garganta da candidata, enquanto sua gestão promovia o mais longo e apavorante ciclo de desassistência e caos no sistema público municipal de saúde.
Agora, mais de ano e meio após o engodo, a prefeita inicia uma obsessiva arrancada querendo se recuperar dos graves desgastes causados pela quebra da palavra empenhada. Está tentando tirar a promessa do papel, mas ainda não teve competência para fazer os procedimentos burocráticos necessários.
Adriane fracassou grosseiramente na primeira concorrência para a escolha da empresa que implantará o hospital, batizado pomposamente de Complexo Hospitalar Municipal. A licitação teve duas empresas na disputa, mas acabou sendo suspensa pelo Poder Judiciário por causa de falhas no processo.

Na última segunda-feira (16/03), a prefeita voltou a carga, com o Diário Oficial publicando outro aviso de licitação e recebimento das propostas no dia 19 de junho próximo.
Para que tudo aparente estar em ordem e dentro dos conformes, a prefeita preparou um eloquente contexto publicitário, anunciando que, entre outras garantias, a licitação pela modalidade de concorrência será “um novo passo para viabilizar um projeto estruturante da saúde pública na cidade”.
Prevê a contratação de pessoa jurídica para implantação do complexo hospitalar no modelo built to suit (locação sob demanda), que inclui a obra de construção, fornecimento de equipamentos e mobiliário e manutenção e operação das instalações.
O processo licitatório é coordenado pela Secretaria Especial de Licitações e Contratos (Selc). A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) é a requisitante e Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços (Sisep) na interveniência.
Adriane Lopes garante que o projeto “contempla uma estrutura hospitalar completa, com ambientes planejados para assistência médica, serviços de apoio de diagnóstico e infraestrutura adequada para o funcionamento de diferentes especialidades”.
DESCRÉDITO
Seria muito bom e maravilhoso se não fosse a sucessão de promessas não cumpridas e o abismo de descrédito em que caiu a palavra da pior prefeita de capitais no Brasil.

Além de não cumprir esta e outras promessas lançadas no calor desesperado da campanha pela reeleição, ela enfrenta uma das maiores e mais destrutivas crises de gestão na história local. Suas finanças operam no vermelho e o que alivia o quadro oco de investimentos do município são as ações de socorro (em obras e dinheiro) do governo estadual.
Todo o povo campo-grandense sonha com um hospital próprio do município, precisa deste suporte fundamental para livrar-se da angústia e da humilhação que enfrenta com a precariedade dos serviços públicos de saúde.
Contudo, é muito difícil confiar na prefeita e na sua gestão, que em várias ocasiões demonstrou a falta de sensibilidade e de capacidade para administrar uma cidade que logo terá um milhão de moradores e o acúmulo de demandas vai exigir gente capaz e comprometida para dar as soluções.








