Investidores acompanham nesta terça-feira (17/03) IGP-10 e leilão do Tesouro, além de indicadores econômicos de EUA e Alemanha.

O Ibovespa hoje reflete um cenário de cautela global na véspera das decisões de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed), em um dia de agenda mais fraca e atenções concentradas nos desdobramentos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que já chega ao 18º dia e se espalha por outros países do Oriente Médio, como o Líbano. Hoje, o Ibov registra alta de 0,52% aos 180.814 pontos, às 10h20(de Brasília).
Às 12h (Brasília) ao Ibovespa continuava em alta de 1,12% registrando 181.889,72 , enquanto o dólar em queda de 0,57% estava cotado em R$5,2000.
No Brasil, o destaque fica para a divulgação do Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) e para a atuação do Tesouro, que realiza leilão de LFT após ter iniciado intervenções no mercado de títulos públicos. Ainda na agenda, o Congresso promulga, às 15h30, o acordo entre Mercosul e União Europeia, que prevê ampla redução tarifária entre os blocos.
Exterior
No cenário internacional, prevalece a cautela nos mercados futuros de Nova York, pressionados pela nova alta do petróleo.
O Brent é negociado na faixa de US$ 103 o barril, refletindo temores de interrupções na oferta diante da escalada do conflito. Embora a commodity acumule valorização de cerca de 50% no último mês, já surgem apostas de acomodação dos preços.
Ao mesmo tempo, o noticiário geopolítico segue intenso: novos ataques do Irã atingiram Dubai e Doha, enquanto Israel afirmou ter eliminado o alto funcionário de segurança iraniano Ali Larijani.
A tentativa dos Estados Unidos de articular apoio para reabrir o Estreito de Ormuz encontra resistência entre aliados, reforçando a percepção de um conflito prolongado.
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Na Europa, o ambiente também é de cautela, às vésperas das decisões do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco da Inglaterra (BoE). Já em relação ao Fed, que decide amanhã (18/03), cresce a expectativa de manutenção dos juros, com o início de um ciclo de cortes sendo continuamente adiado.
Cenário doméstico é de ajuste
No mercado doméstico, a tendência é de ajuste após o rali observado na sessão anterior, em linha com o viés negativo em Nova York e a persistente incerteza externa. O EWZ, principal ETF brasileiro negociado no exterior, indicava leve queda no pré-mercado, de 0,25% com valor de R$ 36,44.
O Tesouro segue no centro das atenções e pode voltar a atuar para conter a volatilidade. Na véspera, a autarquia cancelou leilões de NTN-B, LTN e NTN-F, além de realizar operações de compra e venda de títulos prefixados, contribuindo para o fechamento da curva de juros.
Apesar do alívio recente nas taxas, o mercado passou a precificar um corte mais modesto da Selic, de 25 pontos-base na reunião do Copom. Ainda assim, a possibilidade de manutenção da taxa em 15% não é totalmente descartada, diante das pressões inflacionárias associadas à alta do petróleo.
Permanece também no radar o caso do Banco Master. O governo do Distrito Federal alertou para o risco de liquidação ou intervenção federal no Banco de Brasília (BRB) caso não haja aporte suficiente para cobrir perdas relacionadas à instituição.
Mercados
Os contratos futuros do petróleo voltam a subir com força, revertendo as perdas da véspera, sustentados pelas preocupações com a oferta em meio ao conflito no Oriente Médio. A dificuldade de avanço nas negociações para reabertura do Estreito de Ormuz reforça o viés altista, com o mercado já precificando um cenário de tensão prolongada.
A S&P Global, inclusive, elevou em US$ 15 suas projeções para o WTI e o Brent em 2026. Por volta das 10h20, o WTI avançava 1,99%, a US$ 94,29, enquanto o Brent subia 1,85%, a US$ 102,06.
Em linha com esse cenário, os índices futuros de Nova York operam em queda, refletindo a pressão do petróleo e a expectativa pela decisão do Fed. Às 10h20, o Dow Jones subia 0,51%, o S&P 500 aumentava 0,55% e o Nasdaq registrava +1,22%.
Na Europa, as bolsas apresentam desempenho misto, com ganhos moderados na maioria dos mercados, mas com Frankfurt em leve queda após a divulgação de um índice ZEW mais fraco que o esperado. Londres subia 0,90% e Paris avançava 1,04%, enquanto Frankfurt registrava +0,53%.
No mercado de renda fixa americano, os rendimentos dos Treasuries devolvem parte da alta inicial e passam a cair, acompanhando o ajuste após a volatilidade provocada pelo petróleo.
Investidores também monitoram a agenda do dia e aguardam a decisão do Fed. A T-note de 2 anos recuava a 3,665%, a de 10 anos a 4,020%, enquanto o T-bond de 30 anos subia a 4,853%.
Dólar
O dólar oscila frente a moedas de países desenvolvidos. Às 10h20 (de Brasília), o euro subia a US$ 1,151, a libra aumentava a US$ 1,332 e o dólar avançava a 159,25 ienes. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana ante uma cesta de seis divisas, subia 0,01%, aos 99,719 pontos.
Na Ásia, o fechamento foi misto, refletindo o equilíbrio entre a pressão da alta do petróleo e o impulso positivo de ações de tecnologia, especialmente após anúncios da Nvidia.
Enquanto o Kospi, na Coreia do Sul, subiu 1,63% e Taiwan avançou 1,48%, os índices chineses recuaram, com Xangai em queda de 0,85% e Shenzhen de 1,87%.
Com informações do Portal O Estadão








