Previsão de operações comerciais engloba atividades tradicionais e novas economias.

Além das atividades primárias, o tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) beneficiar outros setores, sobretudo a agroindústria e as novas economias sul-mato-grossenses. Um renovado e poderoso impulso será dado às indústrias, entre elas as de celulose e papel, de transformação e bioenergia, afirma Jaime Verruck, titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

As políticas públicas do governo estadual criaram um ambiente favorável aos investidores, seguro, de retorno garantido, desembaraçado e dotado de logística multimodal e infraestrutura.
O acordo prevê a redução de tarifas para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos importados pela UE. Vai vitaminar as economias regionais e facilitar exportações agropecuárias, com redução de tarifas.
Haverá cotas para carne bovina (99 mil toneladas), aves (180 mil toneladas) e suínas, além de açúcar e etanol. O PIB estadual crescerá até 3%. A competitividade será fortalecida com a redução de tarifas em 39% das linhas agrícolas no primeiro ano, facilitando a comercialização.
Serão mais acelerados os processos de modernização e de acesso a tecnologias europeias. O acordo prevê um cronograma de longo prazo (até 30 anos) para a redução de impostos em produtos sensíveis.
Juntos, Mercosul e UE reúnem cerca de 718 milhões de pessoas e Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente US$ 22,4 trilhões (cerca de R$ 117,15 trilhões).
Dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) apontam que a UE é o segundo principal parceiro comercial brasileiro, com US$ 100 bilhões (cerca de R$ 523 bilhões) em comércio de bens e leve superávit para os europeus em 2025.








