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Campo Grande, 20 de agosto de 2026

Guerra dos EUA com o Irã entra em nova fase após morte de Khamenei

  • 2 de março, 2026
  • Economia, Internacional
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Líder supremo é morto em bombardeio conjunto de EUA e Israel. Irã decreta fechamento do Estreito de Ormuz e reforça ataques a bases americanas no Oriente Médio.

Aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã por quase quatro décadas teve a morte confirmada após os ataques dos EUA e Israel.

A guerra entre Estados Unidos e Irã entrou em uma nova etapa de escalada em fevereiro de 2026, depois de um ataque aéreo conjunto de Washington e Tel‑Aviv que resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã por quase quatro décadas. O governo iraniano confirmou a morte de Khamenei em comunicado oficial, classificando o ataque como “assassinato brutal” e declarando 40 dias de luto nacional, com funerais maciços em Teerã e outras cidades.

Nova liderança iraniana

Com a morte de Khamenei, o Irã abriu um processo de sucessão no topo da hierarquia política‑religiosa. Inicialmente, o governo nomeou um conselho de liderança interino, chefiado pelo aiatolá Alireza Arafi, que passou a supervisionar a transição até a escolha do novo líder supremo pela Assembleia de Especialistas, conforme prevê a Constituição do país. Enquanto isso, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni‑Ejei, e um jurista do Conselho dos Guardiões assumiram, de forma temporária, a condução dos principais poderes do Estado, tentando manter a estabilidade Interna em meio ao vácuo de autoridade máxima.

Guerra entre EUA, Israel e Irã faz dólar subir e ameaça bolsas globais

Bases americanas atacadas pelo Irã

Como resposta aos bombardeios que mataram Khamenei e vários comandantes militares, o Irã intensificou ataques contra bases que abrigam tropas e ativos norte‑americanos no Oriente Médio. Segundo relatos de mídia e fontes oficiais, o Irã lançou mísseis e drones sobre instalações militares em pelo menos oito países com presença de bases americanas: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait e Arábia Saudita.

Os países que foram atacados pelo Irã após o início da nova guerra com Estados Unidos e Israel, em fevereiro de 2026, são, sobretudo, aliados dos EUA no Golfo Pérsico e na região do Oriente Médio que abrigam bases militares norte‑americanas. Segundo informações oficiais e mídias internacionais, os principais países alvos de mísseis e drones iranianos são:

Bahrain (Bahrein)

Iraque

Jordânia

Kuwait

Omã

Catar

Arábia Saudita

Emirados Árabes Unidos

Esses ataques foram lançados como resposta direta aos bombardeios coordenados de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, em 28 de fevereiro de 2026, que deflagraram a atual onda de hostilidades. Também houve lançamento de mísseis e drones contra o território israelense, com explosões e alertas de sirenes registrados em diferentes cidades, intensificando a guerra entre os três países.

Reino Unido: uma base militar britânica da RAF (Força Aérea Real) em Akrotiri, no Chipre, foi alvo de um suspeito ataque de drone iraniano, registrado logo após a escalada iniciada em 28 de fevereiro de 2026. O governo britânico confirmou que o local – usado em operações de defesa ligadas aos EUA – sofreu o impacto, mas não houve, até o momento, relato de mortes em solo britânico ou de ataque direto ao território da Grã‑Bretanha.

Entenda a tensão entre EUA e Irã

Notas oficiais e status da guerra

O governo dos Estados Unidos confirmou que está conduzindo operações sustentadas no Irã, descrevendo os ataques como “não pequenos”, com dezenas de bombardeios aéreos e marítimos contra instalações militares, nucleares e de mísseis. Washington reitera que o objetivo é neutralizar a ameaça de armas nucleares, destruir a indústria de mísseis balísticos do Irã e interromper o apoio de Teerã a grupos como Hezbollah, Hamas e Hutis, o que, segundo a Casa Branca, justifica a duração prolongada da campanha.

De parte iraniana, autoridades afirmam que a guerra é uma “resposta de defesa” contra uma “agressão imperialista” e que a operação militar em curso tem caráter de vingança e resistência, reforçando a narrativa de mártir em torno de Khamenei. O governo de Teerã rejeitou negociações com os EUA em um primeiro momento, embora o presidente Pezeshkian tenha deixado espaço para diálogo desde que os ataques sejam interrompidos, contrastando com a fala mais dura de chefes militares e da Guarda Revolucionária.

Fechamento do Estreito de Ormuz e reação dos EUA

Em resposta direta ao ataque que tirou a vida de Khamenei, o Irã decreta o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de trânsito de petróleo do mundo, interrompendo o tráfego marítimo por navios de carga e petroleiros. A medida acendeu um alerta global, já que o estreito movimenta cerca de 20% do petróleo exportado no mundo, com impacto imediato nos preços de combustíveis e no frete internacional.

Os EUA classificaram o bloqueio como uma “ameaça à segurança mundial” e anunciaram reforço naval na região, com porta‑aviões e embarcações de escolta posicionados para garantir a segurança de rotas estratégicas, ao mesmo tempo que ameaçam desmantelar qualquer esforço iraniano de impedir a passagem de navios aliados. O governo americano reforçou que “não vai tolerar a obstrução de rotas de comércio” e estuda formas de atuar militarmente para reabrir o estreito, inclusive com ações de mineração, desminagem rápida e potencial uso de força se navios comerciais forem atacados.

Último pronunciamento de Trump

Em um dos mais recentes pronunciamentos sobre a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que os ataques ao Irã continuam e que a campanha poderá durar semanas, com o objetivo explícito de “destruir a indústria de mísseis iraniana até o chão” e garantir que o país nunca tenha uma arma nuclear. Trump afirmou que os EUA iniciaram “grandes operações de combate” no território iraniano, por via aérea e marítima, justificando a ação como “defesa do povo americano contra ameaças iminentes”.

O presidente também reconheceu publicamente que a operação pode resultar em baixas entre tropas norte‑americanas, mas insistiu que o preço deve ser pago para “acabar de vez com a ameaça terrorista” do regime iraniano, encerrando a fala reiterando a tese de que a mudança de regime em Teerã seria a “melhor coisa” para o país e para a região, fala que reforça o alcance político, e não apenas militar, da escalada atual.

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