A situação de violência contra os profissionais de saúde, ocorreu após pedido para que fosse fazer cadastro da mãe idosa que entrou direto para o atendimento de urgência. Após bater nos profissionais o suspeito foi detido pela PM.

Três técnicos de enfermagem e uma enfermeira foram agredidos na noite deste domingo (1º) durante confusão no setor de emergência da UPA Coronel Antonino, em Campo Grande. As vítimas foram atingidas ao pedir que o homem saísse da sala de atendimento para preencher cadastro da paciente que já se encontrava em atendimento.
Conforme boletim de ocorrência, os profissionais relataram que o autor de 32 anos chegou à unidade acompanhando a mãe de 70 anos, alegando necessidade de atendimento urgente, referente a problema cardíaco. A paciente foi prontamente atendida pela equipe.
Enquanto o procedimento ocorria, o homem foi orientado a ir ao setor de cadastro para registrar a entrada da idosa. Ao ser solicitado que deixasse a sala, ele se exaltou e recusou-se a sair.
Segundo o registro, ao tentar conter a situação e retirá-lo do ambiente, funcionários se aproximaram, e o homem passou a agredir a equipe. Ele desferiu um soco no rosto da enfermeira, atingiu o braço de uma técnica e acertou um soco no tórax de outra servidora, sem lesões aparentes.
Outro técnico de enfermagem tentou intervir, mas foi derrubado e recebeu chutes nas costas, na cabeça e na mão direita. Ele relatou dor intensa, fez raio-X confirmando fratura e está afastado por 15 dias.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 21h, deteve o suspeito no local e o encaminhou à Depac-Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada).
Atualização do caso
As vítimas (uma enfermeira e três técnicos de enfermagem) passaram por exames no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. A enfermeira sofreu hematoma no rosto e trauma leve; uma técnica teve contusão no braço; outra, impacto no tórax sem lesões graves; o técnico que interveio confirmou fratura na mão direita via raio-X e está de atestado médico por 15 dias.
O agressor alegou “estresse emocional” pela saúde da mãe, mas negou intenção de ferir gravemente. Ele foi autuado por lesão corporal dolosa (art. 129 do CP) e vias de fato (art. 21 da LCP), com fiança estipulada em R$ 5.170,80. Audiência de custódia marcada para esta segunda-feira (02/03).
A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande emitiu nota repudiando a violência, reforçando que agressões a profissionais de saúde são crime hediondo em análise legislativa federal (PL 3.378/2021). Não há vídeo oficial divulgado, mas testemunhas relataram ao G1 que o homem gritava “não saio daqui sem minha mãe atendida”.






