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Campo Grande, 04 de outubro de 2026

EUA e Israel atacam o Irã após discurso de Trump por “fim da ameaça nuclear”

  • 28 de fevereiro, 2026
  • Internacional, Politica
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Bombardeios atingem Teerã e bases militares, espaço aéreo de Irã e Israel é fechado e mundo teme escalada com impacto em petróleo e economia global.

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã começaram na madrugada deste sábado pelo horário de Brasília, com as primeiras explosões em Teerã relatadas por volta da 1h–2h da manhã (entre 20h e 21h de sexta nos EUA).

https://folhacg.com.br/wp-content/uploads/2026/02/WhatsApp-Video-2026-02-28-at-03.41.06.mp4

O que Trump disse no vídeo de 8 minutos
Em um vídeo de aproximadamente 8 minutos, publicado na Truth Social e retransmitido por TVs americanas, Donald Trump descreveu a operação como uma ação “massiva e em andamento” para impedir que o Irã ameace os EUA e seus aliados. Ele fez quatro eixos de declaração:

Disse que os EUA estão conduzindo “uma operação massiva e contínua para impedir que essa ditadura radical ameace a América e nossos interesses centrais de segurança nacional”.
​
Afirmou que vai “destruir seus mísseis e arrasar sua indústria de mísseis”, além de “aniquilar a Marinha iraniana” e impedir que milícias pró-Irã desestabilizem a região.
​
Avisou a Guarda Revolucionária e demais forças: “deponham as armas e terão imunidade total ou enfrentarão morte certa”.
​
Mandou um recado direto à população iraniana:
“A hora da sua liberdade está próxima. Permaneçam em seus abrigos, não saiam de casa, é muito perigoso lá fora, bombas cairão por toda parte”.

“Quando terminarmos, tomem o controle do seu governo. Ele será de vocês. Esta provavelmente será a única chance em gerações.”

Trump também disse que Washington “tentou repetidamente fazer um acordo” para limitar o programa nuclear iraniano, mas que Teerã teria rejeitado todas as propostas e continuado a enriquecer urânio e ocultar instalações sensíveis.

Explosões e colunas de fumaça foram geolocalizadas em Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, segundo imagens analisadas por CNN e outros veículos.

Como estão os ataques agora
O Pentágono e a Casa Branca classificam a operação como “major combat operations in Iran” – operações de combate de grande escala – com foco inicial em bases de mísseis balísticos, baterias antiaéreas e infraestruturas ligadas ao programa nuclear e às forças da Guarda Revolucionária.

Explosões e colunas de fumaça foram geolocalizadas em Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, segundo imagens analisadas por CNN e outros veículos.

Sirenes de ataque aéreo soaram em várias cidades de Israel, que entrou em estado de emergência, fechou escolas e restringiu atividades não essenciais enquanto aguarda uma possível resposta iraniana.

Um oficial americano disse à Reuters e foi repercutido por TVs dos EUA que a operação “pode durar vários dias”, dependendo da resposta de Teerã e da destruição das capacidades de míssil iranianas.

O Irã já respondeu ou retaliou?
Até o momento mais recente dos despachos:

O Irã fechou seu espaço aéreo para voos civis, alegando “motivos de segurança” após os ataques em Teerã e outras cidades.

Houve relatos de lançamentos limitados de mísseis e drones iranianos contra alvos em Israel e bases americanas na região, mas analistas classificam, por ora, como resposta controlada e ainda abaixo de um confronto total.

O governo iraniano fala em “agressão” e promete retaliação “no tempo e lugar apropriados”, mas, até agora, não houve bloqueio do Estreito de Ormuz nem ataque direto a grandes infraestruturas de petróleo, o que seria o cenário de escalada máxima temido pelo mercado.

Ou seja: a resposta existe, mas ainda é militarmente limitada em comparação com o alcance dos ataques de EUA e Israel, e não há, até agora, um rompimento completo das linhas vermelhas sobre petróleo e navegação.

Países que fecharam o espaço aéreo
Pelo que a imprensa internacional consolidou até agora:

Israel: fechou totalmente o espaço aéreo a voos civis e declarou estado de emergência interno, com restrições de movimento e cancelamento de voos internacionais.

Irã: fechou seu espaço aéreo após as primeiras ondas de bombardeios, redirecionando ou suspendendo voos que passariam pela região.

Países vizinhos e europeus ajustaram rotas de sobrevoo:

Companhias aéreas da Europa, Ásia e Oriente Médio estão desviando rotas para evitar o espaço aéreo iraniano e israelense, o que afeta especialmente voos entre Europa–Ásia e Europa–Oceania.

Alguns países ainda não declararam “fechamento total”, mas agências de aviação e seguradoras já tratam a região como área de alto risco, o que na prática força mudanças de rota.

Reflexos imediatos para o Brasil
Os impactos mais relevantes para o Brasil aparecem em três frentes:

Preço do petróleo e combustíveis
Antes mesmo dos ataques, o petróleo vinha subindo com o risco de conflito; analistas citam alta recente apoiada pelo temor de interrupções em torno do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20 milhões de barris/dia de petróleo.

Ainda não houve bloqueio do estreito, mas a prêmio de risco geopolítico nos contratos de Brent e WTI tende a aumentar. Isso pressiona:

-Preço da gasolina e do diesel no mercado internacional, afetando reajustes da Petrobras e custos de frete no Brasil.

-Custo de produção em setores dependentes de combustíveis (agro, transporte, aviação).

Rotas aéreas e voos internacionais
-Voos brasileiros para Europa e Oriente Médio não passam diretamente sobre Israel ou Irã, mas companhias parceiras e hubs (Lisboa, Madri, Istambul, Doha, Dubai) podem sofrer ajustes de malha e tempo de voo.

Isso pode significar passagens mais caras ou rotas mais longas em conexões internacionais usadas por brasileiros, especialmente em viagens para Ásia e Oceania.

Comércio exterior e agronegócio
Um cenário de petróleo caro e instabilidade no Oriente Médio costuma:

Valorizar commodities agrícolas (como soja, milho, carnes), das quais o Brasil é grande exportador – potencialmente favorecendo preços de exportação. Ao mesmo tempo, elevar custos de transporte marítimo e seguro, reduzindo parte desse ganho.

Se a crise se agravar e afetar crescimento global, pode haver queda de demanda internacional, o que reduziria volume e preço das exportações brasileiras no médio prazo.

Por enquanto, o quadro é de alta incerteza, com o mercado tentando medir se o conflito fica restrito a alvos militares ou se evolui para algo que atinja diretamente petróleo e rotas marítimas.

Se isso ocorrer, os reflexos econômicos no Brasil tendem a ser mais fortes e imediatos, sobretudo em combustíveis, inflação e custo de vida.

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