Gerson Claro afirma que enfrentar a misoginia é compromisso coletivo e sociedade precisa amadurecer.
Duas proposições regimentais da Assembleia Legislativa (Alems) assinalaram ontem (terça-feira, 24/02), o repúdio de todos os deputados às agressões verbais e de cunho machista que o jogador de futebol Gustavo Marques, do Bragantino (SP), fez contra uma árbitra três-lagoense, Daiane Caroline Muniz dos Santos de 37 anos, no sábado (21/02), após o jogo contra o São Paulo.

As moções de apoio e solidariedade à árbitra foram apresentadas pelos deputados Gerson Claro (PP), presidente da Casa, e Gleice Jane (PT).
“Como presidente da Alems e, principalmente, como cidadão, repudio qualquer ataque que tente desqualificar uma profissional pelo simples fato de ser mulher. Questionar a competência de uma árbitra por causa do seu gênero é desrespeitoso, ultrapassado e inaceitável”, frisou Gerson.
“O futebol é paixão nacional, mas paixão nenhuma pode servir de desculpa ao preconceito. Mulheres ocupam, com mérito e capacidade, todos os espaços da sociedade: no esporte, na política, na Justiça, na educação, no campo e na cidade”, complementou o presidente da Alems.
Coletivo
Segundo Gerson Claro, quando uma mulher é atacada por exercer sua profissão é o reflexo de uma cultura que ainda precisa avançar.
Ele apela ao amadurecimento da sociedade. “Enfrentar o machismo não é pauta de grupo, é compromisso coletivo. É garantir respeito, igualdade de oportunidades, reconhecimento ao talento e à dedicação, não pelo gênero”.
Gleice Jane destacou a vitoriosa trajetória de Daiane, marcada pela competência técnica, preparo e reconhecimento internacional.
Ela citou outros casos de comportamentos misóginos no Brasil, até em decisões judiciais e em situações de violência simbólica contra mulheres.
“Este comportamento da nossa sociedade legitima a misoginia e o machismo. Precisamos de um Estado e uma sociedade que enxerguem as mulheres e parem de manifestar ódio contra elas”.
Confira o vídeo.








