Ministro da Fazenda é “plano A” petista. Indefinição abre espaço para disputa no Senado, mas Lula deve bater o martelo final na escolha dos candidatos.

O PT intensifica esforços para convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a disputar o governo de São Paulo em 2026, criando um impasse que bagunça as estratégias do PSB no estado. A indefinição petista impacta diretamente as pré-candidaturas do ministro Márcio França (Empreendedorismo) e da ministra Simone Tebet (Planejamento), que miram o Palácio dos Bandeirantes ou o Senado.
Haddad, tratado como “plano A” do PT paulista, anunciou saída do governo em fevereiro, mas resiste à candidatura, preferindo coordenar a reeleição de Lula. Aliados apostam na intervenção presidencial para mudar sua decisão.
“Nosso quadro passa muito pela decisão do Haddad”, afirma o deputado federal Jilmar Tatto, vice-presidente do PT-SP. “Há um consenso de que ele é o melhor candidato a governador. Se topar, está meio caminho andado. Se não, vamos ter que rever a nossa estratégia em São Paulo.”
PSB na espera: França ou Tebet?
Sem Haddad na disputa, o PSB planeja lançar Márcio França ao governo estadual, enfrentando o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Geraldo Alckmin é opção, mas o partido prefere mantê-lo como vice de Lula. Simone Tebet, filiada ao MDB (MS), recebeu convite para o PSB e inicialmente miraria o Senado por SP — precisando trocar domicílio eleitoral e legenda.
Nos bastidores, dirigentes socialistas veem Tebet como nome competitivo no interior paulista, antipetista e conservador, graças ao seu perfil de centro.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, é outra opção considerada pelo partido. Ela recebeu o convite para se filiar ao PSB no ano passado e, inicialmente, disputar o Senado por São Paulo. No entanto, precisaria mudar o domicílio eleitoral – hoje no Mato Grosso do Sul — e sair do MDB, partido ao qual é filiada desde 1997.
Nos bastidores, também se discute a possibilidade de Tebet disputar o governo de SP. A avaliação de dirigentes do PSB ouvidos pela reportagem do Portal Uol é de que a ministra tem um perfil de centro e poderia enfrentar menos dificuldade no interior do estado, onde o eleitorado é mais conservador e antipetista.

“Decisão do pênalti é do Lula”, diz França
Questionado pelo UOL, Márcio França saudou Tebet, mas reforçou sua pré-candidatura: “Perdi as últimas 2 eleições em SP, mas tive quase 30 milhões de votos. Ela [Tebet] também é um grande nome nacional e é preparada. Decisão do pênalti de final de campeonato, quem deve bater é o presidente do clube: Lula. Somos um só time.”
Se Haddad entrar na briga pelo Piratini, França e Tebet viram opções para o Senado — mas com espaço apertado, já que o PT reivindica uma das vagas. Nomes como a ministra Marina Silva (Rede) também circulam para a chapa majoritária. O martelo final? Cabe a Lula.
Com informações do Portal Uol






