Vítima havia pedido medida protetiva após episódios de violência doméstica causadas pelo companheiro, com quem vivia há 4 anos.

Joseane Oliveira Nunes, de 33 anos, foi encontrada morta no início da noite desta quarta-feira (19/08), dentro de uma residência na Rua Luiz Hilário Campos Leite, no bairro Cristo Redentor, em Campo Grande. A vítima apresentava ferimentos graves na cabeça, provocados, segundo as informações preliminares, por golpes de foice.
O caso é investigado como feminicídio e seria o 22º registrado em Mato Grosso do Sul neste ano. A Polícia Civil ainda deve esclarecer a dinâmica do crime e confirmar a tipificação.
Testemunha ouviu pedido de socorro
Uma pessoa que estava em frente a uma casa próxima, usando a internet, ouviu um pedido de socorro. Ao entrar no imóvel, a testemunha encontrou Joseane ensanguentada e viu um homem deixar o local de bicicleta, por volta das 19h25.
A testemunha estava nervosa durante o contato com o serviço de emergência e não conseguiu fornecer outras informações naquele momento.
Uma segunda testemunha relatou ter visto o companheiro da vítima fugir em uma bicicleta azul. Durante a fuga, um celular Xiaomi preto teria caído em frente à residência.
Bombeiros tentaram reanimar vítima
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar encontraram Joseane já sem sinais vitais. Os socorristas realizaram manobras de reanimação, mas não conseguiram reverter o quadro. A morte foi constatada ainda no local. Joseane deixa três filhas, com idades entre 11 e 17 anos.

Suspeito deixou imóvel de bicicleta
Equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Militar e do Grupo de Operações e Investigações (GOI) foram mobilizadas para atender a ocorrência.
O imóvel foi isolado para o trabalho da perícia e a coleta de elementos que possam ajudar a esclarecer o crime. O homem apontado como companheiro da vítima e autor do crime está sendo procurado pela polícia.
Vítima tinha medida protetiva
Joseane solicitou a medida protetiva no dia 11 de julho, mesma data em que registrou boletim de ocorrência contra o companheiro por violência doméstica. Conforme o registro, os fatos ocorreram na casa da sogra, no Bairro Jardim das Cerejeiras.
Dias depois, Joseane pediu a revogação da medida protetiva. A manifestação formal ocorreu em 16 de agosto, três dias antes de ela ser morta. Na ocasião, procurou a Defensoria Pública, informou que continuava com o companheiro e declarou não ter mais interesse na manutenção da proteção.
Testemunhas relataram à polícia que, na época, o casal não chegou a permanecer sequer um dia separado. Os dois continuaram juntos e estavam morando na mesma residência e mantinham um relacionamento havia aproximadamente quatro anos. As circunstâncias da agressão e a arma utilizada ainda dependem da confirmação oficial da perícia e da investigação da Polícia Civil.
Nas imagens registradas por câmeras de segurança é possível ver o suspeito fugindo às 19h26, de bicicleta. Até o momento ele não foi capturado.






