Dario Durigan é cotado como sucessor. O Ministro Fernando Haddad nega candidatura em 2026 e foca em campanha de Lula.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta quinta-feira (29/01) que deixará o cargo em fevereiro de 2026, com a data exata a ser definida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevistas ao Metrópoles e outras veículos, ele destacou que a sucessão já está em discussão, elogiando o atual secretário-executivo, Dario Durigan, como principal nome para assumir a pasta devido ao seu perfil técnico e experiência no mercado.
Haddad descartou intenções de disputar eleições em 2026, afirmando que uma candidatura forte depende da vontade do próprio postulante, e que seu foco será colaborar na campanha pela reeleição de Lula. A transição sinaliza continuidade na política fiscal, com Rogério Ceron, atual secretário do Tesouro Nacional, assumindo como número 2, e nomes internos para outras vagas na equipe econômica.
A mudança reforça a estabilidade ao mercado, evitando guinadas na consolidação fiscal, conforme balanço da gestão de Haddad, que incluiu cortes de benefícios tributários e avanços na reforma tributária. O presidente Lula já conversou com o ministro sobre o tema, mantendo apreço pela equipe da pasta.
O secretário-executivo Dario Durigan, de 41 anos, foi indicado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para assumir o comando da pasta quando deixar o cargo. Ainda não há data definida para que a troca seja feita.

Quem é Dario Durigan?
Nascido no município de Bebedouro, no interior de São Paulo, Dario Carnevalli Durigan é graduado em Direito na USP (Universidade de São Paulo) e mestre pela UnB (Universidade de Brasília).
Ele já havia trabalhado com Haddad de 2015 a 2016, assessorando o então prefeito de São Paulo em questões estratégicas e atuando, também, na coordenação entre secretarias e na interlocução com a Câmara Municipal.
Depois da passagem na prefeitura, de 2017 a 2019, Durigan atuou na Consultoria Jurídica da União em São Paulo, na AGU (Advocacia-Geral da União), onde já havia trabalhado de 2010 a 2011 como coordenador de projetos do Departamento de Gestão Estratégica.
De 2011 e 2015, na gestão da ex-presidente Dilma Rousseff, Dario atuou na Subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Durante o período, contribuiu na articulação com o Congresso Nacional e no assessoramento a temas estratégicos de infraestrutura.
O indicado ao Ministério da Fazenda também já atuou na área empresarial e na Procuradoria-Geral da USP.






