72 árbitros contratados para Série A terão bônus por desempenho, avaliação constante e estrutura de alto rendimento.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) lançou nesta terça-feira (27/01), no Rio de Janeiro, o primeiro programa de profissionalização da arbitragem nacional, contratando 72 árbitros fixos para o Campeonato Brasileiro Série A com salários mensais, bônus por desempenho e avaliação meritocrática — encerrando a era do “apito freelancer”.
A iniciativa inclui 20 árbitros centrais (11 com credenciamento FIFA), 40 assistentes (20 FIFA) e 12 VAR (todos internacionais), sem exigência de exclusividade, mas com dedicação prioritária à elite nacional.

Fim da informalidade e estrutura completa
Até 2025, árbitros recebiam apenas por jogo, sem vínculo formal, planejamento anual ou suporte contínuo, condição frequentemente associada à pressão e erros. “Estamos falando de pessoas que ficam literalmente no centro do campo quando a bola rola, mas que por décadas viveram na periferia das atenções da CBF, só ganhando visibilidade quando erravam”, afirmou o presidente Samir Xaud.
“Faltava apoio, investimento, preparo físico, instrução técnica, tranquilidade financeira, apoio psicológico, tecnologia, saúde e uma trilha clara de desenvolvimento. Isso muda agora”, completou.
Ranking e risco de rebaixamento
Monitorados por observadores e comissão técnica, os profissionais receberão notas por rodada em controle de jogo, regras, preparo físico e comunicação. O ranking anual permitirá rebaixamento de pelo menos dois por categoria, abrindo espaço para promoções — modelo similar às ligas europeias.

Investimento de R$ 195 milhões
O programa prevê rotina de treinos, equipe multidisciplinar (preparador físico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo), quatro avaliações anuais com testes físicos e simulações, além de R$ 195 milhões para 2026-2027. Elaborado com 38 clubes, árbitros e consultores internacionais, entra em vigor em março.
A CBF aposta que tratar árbitros como atletas de alto rendimento elevará qualidade, reduzirá erros e resgatará credibilidade ao apito brasileiro.






