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Campo Grande, 18 de agosto de 2026

Mansão do “IPTU amigo” leva Adriane e Lídio à Justiça

  • Geraldo Silva
  • 20 de janeiro, 2026
  • IPTU-2026, Transparência
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A suntuosa residência do casal Lopes ocupa uma área que estava reservada para ser uma praça pública.
Terreno ocupado pela casa da Prefeita Adriane Lopes em área nobre do Carandá Bosque. (Foto: Mídias Sociais).
Uma vantagem tributária ilegal que beneficiou a prefeita Adriane Lopes (PP) e o seu marido, o deputado estadual Lídio Nogueira Lopes (sem partido), levou moradores de Campo Grande a ingressarem com uma ação popular na Justiça.
O escândalo está associado a dois fatores: a situação irregular da suntuosa residência do casal, edificado em uma área de Campo Grande (MS) onde seria construída uma praça pública; e o valor irrisório  do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) atribuído aos seus privilegiados proprietários.
Os autores da ação estão acusando Adriane Lopes de tirar proveito de um sistema  de critérios questionáveis, aplicados pela prefeitura para a composição do cadastro imobiliário.
Assim, o lançamento do IPTU deu a ela e ao cônjuge uma obrigação tributária subestimada, danosa aos cofres públicos e configurando favorecimento.
Adriane e Lídio Lopes: mansão no Carandá Bosque II tem IPTU de casinha na periferia. (Reprodução: Redes Sociais).
Luxuosa e imensa, a mansão de Adriane e Lídio está situada numa das áreas mais valorizadas das regiões urbanas, o Carandá Bosque II.
Construído depois de um processo de desafetação que legalizou sua ocupação pelo casal, o imóvel vem sendo tributado como terreno ou área sem edificação, mas na verdade compreende uma residência de alto padrão, habitada e funcional.
Segundo os autores da ação, o imóvel está classificado pela prefeitura como “praça” ou “lote territorial”. Desafetado como área pública, alienado a particular e dentro de conjunto residencial, gerou um imposto de R$ 4 mil, valor bem abaixo da estimativa real.
Tarifaço
Como se sabe, o tarifaço aplicado no IPTU por Adriane produziu reajustes que em vários casos passam dos 300%, enquanto o da prefeita se resume a cerca de 41%.
Conforme o portal Top Mídia News, outro ponto grave está na reclassificação do Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI). “O Bairro Carandá Bosque foi dividido artificialmente em três setores.
Enquanto os setores I e II permaneceram classificados como Normal Superior, o setor III, exatamente onde fica o imóvel da prefeita, foi rebaixado para Normal Médio”.
O portal informa que com esta mudança foram reduzidos o IPTU e a taxa de lixo, que caiu de cerca de R$ 1,2 mil para cerca de R$ 708,00  no bairro da prefeita.
A ação afirma que não houve justificativa técnica, urbanística ou social para esta alteração, classificando a medida como “benefício direcionado”.
Os autores da demanda reivindicam liminar para da Justiça para que seja corrigido de imediato o cadastro do imóvel e que sejam feitas a cobrança correta do IPTU, a suspensão de lançamentos irregulares e a recomposição do prejuízo aos cofres públicos.
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