Alexandre Moraes negou transferência imediata ao hospital, mesmo com laudo da PF mencionando o traumatismo craniano leve e uso de medicamentos pós-cirurgia, descartando urgência para o caso.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d975fad146a14bbfad9e763717b09688/internal_photos/bs/2025/v/E/1WluTiSiW8qcLRZt3FzA/54580474184-89c411ce12-k.jpg)
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde novembro de 2025 por tentativa de golpe de Estado, sofreu uma queda na madrugada desta terça-feira (06/01), batendo a cabeça possivelmente em um móvel ou no chão da cela, o que só foi detectado ontem de manhã.
Avaliado pelo cardiologista Brasil Caiado e por médicos da PF, ele apresenta apatia, lentidão nas respostas, tontura, contusão com vermelhidão e leve queda na pálpebra esquerda (ptose), sem dor ou alteração na pressão arterial.

Declaração do médico e contexto da queda
“Fiz uma última avaliação no presidente agora, ele estava apático, uma leve queda na pálpebra esquerda, com a pressão normalizada e com sinal de tontura. Sem dor.
O próximo é aguardar a liberação para a realização dos exames e imediatamente nos deslocarmos para o hospital, que está de prontidão para recebê-lo”, disse Caiado a jornalistas.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que o episódio seguiu uma “crise” noturna, detectada por volta das 5h, mas só atendida às 8h, durante rotina de visitas. Bolsonaro não se recorda do episódio e nem sabe quanto tempo ficou desacordado, tendo em vista a pancada e às fortes medicações que vem tomando pós cirurgia no dia de Natal.
Laudo da PF e decisão de Moraes
O laudo médico da PF, enviado ao STF na tarde de ontem, descreveu o ocorrido como lesão superficial no rosto, sangue e traumatismo cranioencefálico leve após queda da cama, agravado por pós-operatório recente de herniorrafia inguinal bilateral, apneia do sono (CPAP), anticoagulantes e remédios como Gabapentina, Escitalopram e Clorpromazina.
O ministro Alexandre de Moraes negou transferência imediata ao hospital, entendendo ausência de emergência, e determinou detalhamento de exames para viabilidade na própria PF.
A corporação inicialmente planejava levar Bolsonaro ao Hospital, mas segue aguardando aval judicial.
Histórico médico e atualizações
Bolsonaro, 70 anos, com histórico de várias cirurgias no abdômen, teve alta recente de uma cirurgia de hérnia além de apresentar soluços persistentes, consequência das várias intercorrências cirúrgicas realizadas após o atentado a facadas sofrido antes de assumir a presidência.
A defesa ontem pediu medidas legais contra a negativa de Moraes para que Bolsonaro pudesse ser submetido no hospital a uma ressonância magnética e autorização de exames em casos de urgência sem prévia consulta ao STF, mas a PF classifica o quadro atual como não emergencial.
A família está mobilizada, e novas deliberações do STF são aguardadas.
Segundo o despacho, a PF (Polícia Federal) deveria apresentar ao STF o laudo médico realizado pelos médicos da corporação.
Agora, Moraes deve deliberar sobre a liberação ou não do ex-presidente para realizar exames médicos no hospital.
Com Informações da CNN Brasil






