Mercado reage a superávit fiscal, IED recorde e dados mistos dos EUA.

O dólar comercial encerrou a sexta-feira (19/12) em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,53, pressionado pelo Orçamento de 2026 aprovado no Congresso, cenário político doméstico e indicadores econômicos dos Estados Unidos. O Ibovespa avançou 0,35%, fechando aos 158.473 pontos, refletindo otimismo com previsibilidade fiscal.
Nos EUA, vendas de imóveis usados em novembro cresceram 0,5% ante outubro, abaixo da expectativa de 0,7%, enquanto o índice de confiança do consumidor subiu para 52,9, aquém dos 53,5 projetados. Dados influenciam apostas sobre cortes nos juros americanos.
Em Brasília, o Congresso aprovou o Orçamento de 2026 com R$ 61 bilhões em emendas parlamentares e superávit primário de R$ 34,5 bilhões, texto agora rumo à sanção de Lula.
O Banco Central reportou déficit em conta corrente de US$ 4,943 bilhões em novembro (alinhado às projeções, mas acima dos US$ 4,418 bilhões de 2024), superávit comercial de US$ 5,119 bilhões e IED de US$ 9,820 bilhões, acima dos US$ 6,5 bilhões esperados. No ano, o IED acumula US$ 84,164 bilhões, cobrindo 3,47% do PIB em déficit.
Wall Street fechou em alta (Dow Jones +0,38%, S&P 500 +0,89%, Nasdaq +1,31%), Europa avançou (STOXX 600 +0,4%, FTSE 100 +0,61%) e Ásia ganhou força (Nikkei +1%, Hang Seng +0,75%). O real se beneficia de IED robusto e Orçamento aprovado, mas segue volátil ante dólar forte.

