Riedel aprimora base democrática e participativa de gestão que foi implantada em MS por Reinaldo Azambuja.

Já em janeiro de 2015, quando ainda iniciava o primeiro mandato de governador em Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja definia o modelo municipalista como marca e prioridade de gestão, ilustrando-a com medidas conceituais, administrativas e operacionais para uma gestão democrática e participativa.
Com a presença efetiva dos municípios nas decisões de governo, desde então o Estado ganhou musculatura e demais condições que o habilitariam para avançar ano a ano com um programa de investimentos que contempla as 79 cidades sul-mato-grossenses.
Eduardo Riedel, o sucessor de Reinaldo Azambuja, aprimorando e reforça o fôlego municipalista da governança, configurando para toda a população um cenário de respostas às diferentes demandas e abrindo as oportunidades reclamadas social, ambiental e economicamente. Não há nenhum ponto geográfico e populacional do Estado que não receba as atenções governamentais, principalmente nas pautas de inclusão, como o emprego, a geração de renda, o empreendedorismo, a saúde, a educação, os acessos digitais, a cultura e a infraestrutura.
Este panorama acaba de ser reconhecido por um aferidor que não permite dúvidas: o Produto Interno Bruto (PIB). Nesta sexta-feira, 19, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o PIB dos municípios de Mato Grosso do Sul cresceu acentuadamente em todas as regiões entre 2022 e 2023. Destacam-se as áreas de forte presença do setor agropecuário e da agroindústria. “O agro é uma base firme da nossa economia, mas a sustentação é compartilhada por outros setores, como a indústria, os serviços e o comércio”, comentou Riedel.
Para o governador, as políticas públicas estaduais de fomento, as iniciativas do empreendedorismo privado e as potencialidades locais são o tripé deste processo de evolução. “Todos estes fatores compõem um contexto que incrementa a dinâmica diferenciada do municipalismo, algo efetivamente determinante no desenvolvimento”, opinou. Em 2023 o PIB sul-mato-grossense alcançou R$ 184 bilhões, com variação de 13,4% em relação a 2022, quatro vezes maior que o índice nacional (3,2%) e o segundo maior percentual do Brasil, atrás apenas do Acre que teve variação de 14,1%.

Efeito distributivo
“O que se demonstra agora é a distribuição regional desse crescimento, onde aconteceram os maiores impactos, embora todos os municípios estejam sendo beneficiados”, diz Jaime Verruck, da Semadesc, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Para ele, a junção entre produção agropecuária, industrialização vinculada ao agronegócio e ampliação da infraestrutura alimentam o dinamismo da economia.
Em 2010, as 10 maiores economias (lideradas por Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Maracaju) concentravam 65,54% do PIB estadual. Em 2023, esta participação recuou para 60,74%. Neste grupo houve reposicionamentos, como o de Dourados, que ampliou em 0,7 ponto percentual a sua participação global. Outros municípios que registraram crescimento foram Ribas do Rio Pardo, Ponta Porã, Naviraí e Inocência.
Desempenho estadual
O PIB per capita estadual (a distribuição do valor global de todas as riquezas geradas no ano pelo número de habitantes) atingiu R$ 66,8 mil em 2023, o 6º maior do país. Bem acima do PIB per capita nacional para o período, que ficou em R$ 51.693,92. Os cinco municípios que figuram no topo do ranking em Mato Grosso do Sul nesse quesito são: Selvíria (R$ 330.535,28), Paraíso das Águas (R$ 252.215,19), Jateí (R$ 203.563,32), Laguna Carapã (R$ 184.975,76) e Ribas do Rio Pardo (R$ 144.850,38).
O PIB per capita de Selvíria é tem este patamar porque a sede da usina hidrelétrica de Ilha Solteira fica no município. Paraíso das Águas, Jateí e Laguna Carapã são grandes produtores agropecuários, mas têm pouca densidade populacional, o que faz com que o PIB per capita se eleve. Em outubro, o Governo do Estado deu um passo histórico para o fortalecimento da agroindustrialização e da inclusão produtiva, quando Verruck entregou os três primeiros certificados do Programa de Apoio à Comercialização de Produtos de Origem Animal, o Pacpoa-MS.
Com o programa, nos 35 municípios reunidos em três consórcios (Cointa, Coodevale e Central MS) as pequenas agroindústrias que têm o selo de inspeção municipal ou consorcial e cadastro no sistema federal podem comercializar seus produtos de origem animal em qualquer cidade sul-mato-grossense. Significa, portanto, o fim de uma limitação histórica imposta às vendas apenas dentro dos limites municipais.






