O crime aconteceu em Ribas do Rio Pardo (MS) na madrugada de domingo. Aline deixou 4 filhos, 3 deles do ex-marido com quem viveu 11 anos juntos e estava separada há 1 ano. Após o crime o suspeito jogou a faca no lixo, mas foi preso logo depois.

O assassinato de Aline Barreto da Silva, de 33 anos, em Ribas do Rio Pardo, é o 39º feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2025, segundo dados da Polícia Civil e da imprensa local.
A vítima foi atacada com três facadas na madrugada de domingo (14/12) pelo ex-companheiro, Marcelo Augusto Vinciguerra, de 31 anos, na residência dela, e morreu horas depois no hospital.

Relacionamento, filhos e separação
De acordo com familiares ouvidos pela imprensa, Aline e Marcelo viveram juntos por cerca de 11 anos. O casal tinha quatro filhos ao todo, sendo que três deles fruto direto deste relacionamento, conforme relato da irmã da vítima.
Eles estavam separados havia aproximadamente um ano, período em que, segundo a família, as agressões e perseguições continuaram mesmo após o fim da união.
Dinâmica do crime e prisão
Na versão registrada em boletim de ocorrência, o pai de Aline acionou a Polícia Militar informando que a filha havia sido agredida pelo ex-companheiro e estava sendo levada ao hospital.
Os policiais foram até o endereço indicado e encontraram Marcelo no local. Após revista e varredura no perímetro, a faca usada no crime foi localizada dentro de uma lixeira.
Aline apresentava três ferimentos causados por arma branca, dois no tórax e um na perna esquerda, foi socorrida e encaminhada ao hospital da cidade, de onde seria transferida para Campo Grande em razão da gravidade, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Marcelo foi preso em flagrante, conduzido à Delegacia de Polícia Civil e teve a arma apreendida.
Caso é tratado como feminicídio
O inquérito conduzido pela Polícia Civil apura o crime como feminicídio, no contexto de violência doméstica e familiar.
Órgãos de segurança e entidades de defesa dos direitos das mulheres ressaltam que a morte de Aline reforça o cenário de violência de gênero em Mato Grosso do Sul, que já registra 39 mulheres assassinadas em 2025 por serem mulheres, terceiro pior índice desde a criação da Lei do Feminicídio.








