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Campo Grande, 09 de outubro de 2026

Sem acordo trabalhista comércio da Capital define sozinho horário de fim de ano

  • 9 de dezembro, 2025
  • Economia, Emprego, Geral
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Impasse entre sindicatos impede definição oficial e lojistas terão de negociar diretamente com funcionários.

Sem a convenção, cada empresário terá de negociar individualmente com seus funcionários a ampliação da jornada neste que é o período mais forte para as vendas no ano.

A falta de consenso entre o Sindicato do Comércio e o Sindicato dos Empregados no Comércio impediu a assinatura do acordo coletivo que, tradicionalmente, define o horário especial de funcionamento das lojas durante o período de Natal e Ano Novo em Campo Grande. Sem a convenção, cada empresário terá de negociar individualmente com seus funcionários a ampliação da jornada neste que é o período mais forte para as vendas no ano.

A negociação coletiva, que reúne mais de 40 cláusulas, não avançou. Entre os pontos sem consenso estão o reajuste salarial, geralmente baseado no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e outros direitos da categoria, conforme explicou o gerente de Relações Sindicais da Fecomércio-MS, Fernando Camilo. A data-base, em novembro, já expirou sem reajuste, e o sindicato dos comerciários preferiu não se manifestar sobre o impasse.

Camilo lembra que, desde 1996, o comércio está autorizado a funcionar até as 22h. Diante da ausência de convenção, a Fecomércio enviou aos lojistas apenas recomendações de horários: abertura estendida até 22h entre os dias 8 e 23; funcionamento das 9h às 18h nos dois próximos domingos; horário até 17h na véspera do Natal; e até 16h na véspera do Ano Novo. Para os shoppings, a sugestão é das 9h às 19h no dia 24 e das 9h às 18h no dia 31.

No caso dos supermercados, vale o que já está previsto na convenção vigente: proibição de abertura nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro. A Fecomércio ainda reforçou regras de jornada, como limite de 44 horas semanais, compensação do domingo trabalhado e até duas horas extras por dia.

Apesar do impasse, Camilo acredita que a maior parte das lojas deve estender o funcionamento para aproveitar o aumento no fluxo de consumidores, especialmente diante da concorrência com os shoppings. Nestes centros comerciais, o horário especial também depende da decisão de cada lojista.

Para incentivar o movimento no Centro, a Prefeitura de Campo Grande investiu em iluminação especial e atividades culturais diárias na Praça Ary Coelho, reforçando a decoração da Rua 14 de Julho e vias próximas. Este ano, o Executivo optou por não montar a tradicional Cidade do Natal no Parque das Nações Indígenas, transferindo as atrações para a região central.

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