Ibovespa sobe após tombo de mais de 4% e dólar recua com declarações do senador no domingo.

O mercado financeiro brasileiro iniciou a segunda-feira (8/12) em movimento de correção, repercutindo tanto o forte tombo da última sexta-feira (5/12) quanto as declarações feitas por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no domingo.
Relembre a sexta-feira: tombo histórico
Na sexta-feira, o Ibovespa despencou mais de 4% — a maior queda diária desde fevereiro de 2021 — após vir à tona que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria escolhido o filho, o senador Flávio Bolsonaro, como candidato à Presidência em 2026.
A notícia elevou a percepção de risco político, provocou forte aversão a ativos brasileiros e fez o dólar disparar mais de 2% no dia.
As declarações de domingo: sinalização de recuo
No domingo, em entrevista à TV Record, Flávio Bolsonaro afirmou que poderia desistir da candidatura caso haja anistia para condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o próprio pai. O senador disse haver um “preço” para abandonar o pleito, o que suavizou parcialmente o impacto da turbulência instalada no fim da semana.
A fala funcionou como um sinal de distensão e provocou ajustes no mercado já na abertura desta segunda.
Segunda-feira: como operam bolsa e dólar hoje
Nos primeiros negócios desta segunda-feira, o Ibovespa avançava 0,80% às 10h27 (de Brasília), chegando a 158.630 pontos. O movimento reflete uma tentativa de recompor parte das perdas acentuadas da sexta-feira, embora o ambiente siga marcado por cautela eleitoral.
O dólar também iniciou o dia em baixa, devolvendo parte da disparada anterior. Às 10h04, a moeda americana recuava 0,23%, negociada a R$ 5,42. Pouco depois, às 10h27, o recuo era ainda mais intenso: queda de 0,65%, a R$ 5,4035.
Na sexta, o dólar à vista havia fechado a R$ 5,4346, alta de 2,34%.
Atuação do Banco Central
Para conter a volatilidade e administrar o vencimento de contratos, o Banco Central programou para as 11h30 um leilão de 50 mil contratos de swap cambial, referente à rolagem do vencimento de 2 de janeiro.
O mercado segue monitorando novos sinais políticos e possíveis desdobramentos das falas de Flávio Bolsonaro, que continuam sendo o principal gatilho de oscilação no início desta semana.






