Ambiente de negócios e rigor sanitário na rede produtiva são destacados pelo ex-governador.

Com mais de 30.000 hectares plantados e previsão de ir além da meta de 32 milhões, Mato Grosso do Sul se consolida como um novo cinturão citrícola nacional. A afirmação é do ex-governador e produtor rural Reinaldo Azambuja (PL), ao analisar os números da área plantada e os investimentos que vêm acontecendo em diferentes regiões.

Ele publicou vídeo no qual ergue um copo de suco de laranja para comemorar. “Este brinde é simples, mas representa muito. A laranja que chega no campo já começa a transformar a vida de milhares de famílias”, disse. Citou iniciativas, como a do Grupo Cutrale, que plantou quase 5 mil hectares em Sidrolandia, um investimento de R$ 500 milhões e que pode chegar a R$ 1 bilhão.
Outros grupos também fazem semelhante aposta, entre eles o Agro Terena (1,2 mil hectares) e o Junqueira Rodas (1,5 mil), além do Moreira Sales, que investirá R$ 1,2 bilhão em Ribas do Rio Pardo e vai gerar 3,6 mil empregos. “Mato Grosso do Sul se consolida como novo cinturão citrícola do país, graças ao ambiente de negócios e ao rigor sanitário no combate à doença dos citros”, ressaltou.
Expansão
A indústria citrícola vem avançando. Empresas como a Cutrale e a Citrosuco estão instalando plantas industriais em vários municípios, entre eles Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas. Condições sanitárias favoráveis e a legislação rigorosa contra o huanglongbing ou greening {uma doença bacteriana grave que afeta as árvores cítricas e é transmitida por um pequeno inseto chamado psilídeo (Diaphorina citri).
Segundo Jaime Verruck, titular da Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia), a expansão local atende também à necessidade de outras áreas de produção, pois os grandes produtores, como São Paulo e Paraná, muito foram afetados pela doença. “Mato Grosso do Sul se destaca porque tem a legislação rigorosa contra a doença e o ambiente de negócios favorável, com disponibilidade de água e infraestrutura”, pontuou.
Orgulho
A manifestação de Azambuja vem repercutindo nos meios produtivos. Um deles é a Araújo Fazendas, que endossou o olhar do ex-governador: “A Araújo Fazendas se orgulha em fazer parte desse grandioso projeto. Intermediamos mais de 3 mil ha em arrendamentos para grupos como AG Citros, Vidote e outros. Temos mais 5 mil há em fase contratual aqui na Costa Oeste do estado”.
Em seguida, a empresa rural conclui: “A laranja veio para trazer uma opção a mais diante das culturas já existentes na região, um grande avanço para o desenvolvimento e valorização devido à sua demanda gigantesca de investimentos. Mato Grosso do Sul está pronto para atender à demanda da citricultura, com água abundante, energia elétrica e, claro, com uma topografia excelente”.






