Mercado reage a projeções do Fed, atuação do Banco Central e cenário político nacional.

O dólar à vista abriu esta segunda-feira (24/11) em baixa frente ao real, influenciado pela expectativa de que o Federal Reserve (Fed) anuncie um novo corte de juros na reunião de dezembro. A perspectiva de uma política monetária mais branda nos Estados Unidos reduz a demanda global pela moeda americana, favorecendo moedas emergentes como o real.
Além disso, investidores acompanham os leilões de linha do Banco Central, que buscam aliviar a liquidez no mercado de câmbio, e seguem atentos aos possíveis impactos da liquidação do Banco Master no sistema financeiro. No campo fiscal, permanece no radar o bloqueio adicional de R$ 3,3 bilhões em despesas, medida necessária para o governo tentar cumprir a meta orçamentária — fator que reforça a percepção de aperto nas contas públicas.
Cotação do dólar hoje
Às 9h03 (de Brasília), o dólar à vista caía 0,27%, cotado a R$ 5,393 na venda.
O contrato futuro para dezembro recuava 0,30%, negociado a R$ 5,400 na B3.
Dólar comercial:
Compra: R$ 5,392
Venda: R$ 5,393
Dólar turismo:
Compra: R$ 5,424
Venda: R$ 5,604
Às 11h (Brasilia) o dólar estava cotado em R$5,4010 em queda de 0,03% e a bolsa em alta de 0,16% registrando 155.034,63 pontos.
O que movimenta o câmbio hoje?
O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, mostrou nova queda na estimativa de inflação para 2025, passando de 4,46% para 4,45%. Já as projeções para o câmbio (R$ 5,40), PIB (2,16%) e Selic (15%) permaneceram estáveis, com a taxa básica sustentando 22 semanas sem alteração nas expectativas.
Outro ponto acompanhado pelo mercado é a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A detenção preventiva foi justificada por “riscos concretos de fuga e ameaça à ordem pública”, segundo decisão da Corte. O episódio adiciona volatilidade ao ambiente político, ainda que os efeitos imediatos no câmbio sejam limitados até o momento.
O mercado segue atento aos próximos movimentos do Fed e às intervenções do Banco Central brasileiro, que devem definir o ritmo da moeda americana ao longo da semana.






