Cinco suspeitos, entre adultos e adolescentes, foram presos após crime violento motivado por roubo. Investigação aponta planejamento e ocultação de provas.

O assassinato do padre Alexsandro da Silva Lima, ocorrido em Dourados (MS), foi resultado de um latrocínio planejado por um grupo de jovens e adolescentes; cinco suspeitos estão presos e a Polícia Civil investiga a cadeia criminosa, inclusive a participação de cada envolvido no crime e na ocultação do corpo.

A comunidade católica de Dourados e cidades vizinhas se reuniu em clima de forte comoção neste domingo (16/11) para o velório e sepultamento do padre Alexsandro da Silva Lima, de 44 anos, vítima de um assassinato brutal seguido de roubo, crime conhecido como latrocínio.
O sacerdote era pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Douradina, e atuava também como coordenador geral do clero da diocese.

As homenagens tiveram início de madrugada em Douradina, com missa presidida pelo bispo Dom Henrique e mobilização de fiéis da região.
O corpo foi levado pela manhã para Dourados, onde o velório continuou na Paróquia Santa Teresinha e familiares, religiosos e fiéis lotaram o entorno do cemitério Bom Jesus no momento do adeus.

Sobre o crime
Segundo a Polícia Civil, o padre foi morto em sua residência na sexta-feira (14/11), com violência extrema: golpes de marreta e facadas, seguido de ocultação do cadáver em área de mata próxima ao Distrito Industrial.
Leanderson de Oliveira Junior é suspeito de matar o padre com golpes de faca e martelo durante um assalto na casa onde a vítima morava.
De acordo com depoimentos, Leanderson estava no imóvel acompanhado de um adolescente de 17 anos. No momento do crime, os dois chamaram um rapaz identificado como João Vitor, de 18 anos, e duas meninas para limpar o local.
As apurações preliminares indicam que o adolescente ajudou a ocultar o corpo. Ele e Leanderson colocaram o cadáver no carro do padre e levaram o veículo até o ponto onde o corpo foi encontrado.
As meninas permaneceram na casa, limparam marcas de sangue ao jogar areia na grama e furtaram pertences da vítima. O grupo responsável levou o Jeep Renegade, dinheiro, joias e outros objetos pessoais da vítima.
Cinco envolvidos foram identificados: dois jovens de 18 anos e três adolescentes. O principal autor confessou ter planejado o crime para roubar o veículo e vendê-lo no Paraguai; os demais ajudaram na limpeza da casa, ocultação de provas e retirada dos bens.

Prisões em flagrante foram convertidas em preventivas, e todos respondem por latrocínio, ocultação de cadáver, furto qualificado e fraude processual.
A Polícia Civil aguarda a audiência de custódia dos suspeitos e promete detalhar o caso em coletiva oficial.
O assassinato chocou a comunidade regional e gerou manifestações públicas de luto e indignação por parte da Diocese, CNBB e autoridades locais, que reconhecem no padre Alexsandro um exemplo de dedicação pastoral e liderança comunitária.






