Governador destaca conceitos e práticas que aliam em MS sustentabilidade e desenvolvimento econômico.

Para que as vidas sejam preservadas e tenham garantias efetivas ao seu futuro, é imprescindível que todas as políticas públicas em busca do desenvolvimento econômico tenham como condição inegociável o foco na sustentabilidade humana e da natureza. Com esta definição conceitual o governador Eduardo Riedel (PP) desembarcou em Belém (PA) e fez na COP30 a defesa de políticas públicas que alinhem progresso material às demandas fundamentais do equilíbrio ambiental, como demonstram as intervenções governamentais de Mato Grosso do Sul e a presença ativa da sociedade no processo.
Riedel destacou quatro direções programática que tem como norte da governança: segurança alimentar, transição energética, inclusão social e sustentabilidade. “Estes são os quatro pilares que guiam o Governo na elaboração, implantação e execução de políticas públicas direcionadas à conversação ambiental e ao desenvolvimento socioeconômico”, disse. Os avanços concretos deste pensamento, já consolidado e reconhecido como referência nacional, foram apresentados aos representantes de países que participam da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30.
Acompanhado de Jaime Verruck, titular e adjunto da Secretaria de Meio Ambiente. Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Semadesc), o governador foi chamado para diversas agendas. Além da repercussão dos programas vitoriosos de crescimento econômico e social que realiza, Riedel chama também atenção diferenciada no evento porque governo o Estado que abriga a maior porção territorial de um ecossistema incluído entre os grandes patrimônios naturais do planeta, o Pantanal.
Entre tratativas e troca de experiências, o governador participou e conferiu de debates e painéis com apresentação de cases, entre os quais o da FNP (Frente Nacional de Prefeitos) e Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente). “Temos projetos concretos que interessam ao Brasil e ao mundo. Estamos implementando as ações, transformando o meio ambiente em ativo econômico, monetizando a sua preservação e levando recursos para quem de fato protege o território, os produtores e ribeirinhos que vivem lá no Pantanal, nos biomas”.

Carbono neutro
O compromisso de Mato Grosso do Sul em se tornar um Estado carbono neutro até 2030 deixou de ser uma meta climática apenas, para se consolidar como a política pública estruturante que orienta diversas ações do Governo. A estratégia posiciona o Estado entre as lideranças ambientais brasileiras, eixo norteador de iniciativas de desenvolvimento econômico, inclusão social e fortalecimento de serviços essenciais, como o conhecimento.
Com território composto em 27% pelo Pantanal, 63% de Cerrado e 10% de Mata Atlântica, mantendo 38% de vegetação nativa e registrando a maior redução de emissões agropecuárias do país – 51% entre 2006 e 2022, -, o Estado tem outras referências. Sua matriz de 94% da energia consumida é renovável, garantindo coerência entre as metas ambientais e o modelo de desenvolvimento. Outro número a ser citado é a preservação de 84% da vegetação pantaneira.
Avanços
Políticas como a Lei do Pantanal, o Fundo Clima e os Programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) estruturam a mudança de uma lógica conservacionista para a economia dos ativos ambientais. Esse conjunto de ações inclui o PSA Bioma Pantanal, o PSA Brigadas de Incêndio e iniciativas que criam novas fontes de renda para produtores, comunidades tradicionais e municípios, auxiliando assim essa transição de lógica.
O Pacto Pantanal está no contexto. Trata-se do maior programa de preservação e desenvolvimento sustentável do bioma no Brasil, que tem R$ 1,4 bilhão em ações até 2030, entre infraestrutura, saúde, produção, educação, saneamento e preservação ambiental. A transversalidade da agenda climática se reflete diretamente em outras áreas de governo. Na educação, o Estado alcançou o 2º melhor avanço na alfabetização do país, com 17,75% de melhoria, além de ocupar a 3ª posição nacional em maturidade digital.
Em capital humano, Mato Grosso do Sul aparece em 2º lugar, com 89 pontos. Na saúde e no saneamento, as ações estruturadas pelo “MS Carbono Neutro 2030” se alinham ao enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas A política ambiental também se conecta à inclusão social: o Estado mantém a 4ª menor taxa de desocupação do Brasil, com 2,9%, e a 3ª menor taxa de extrema pobreza (2%), com queda contínua desde 2019.
O impacto econômico da estratégia é expressivo. Mato Grosso do Sul registra mais de R$ 81 bilhões em investimentos privados apenas na atual gestão, acumulando R$ 141 bilhões desde 2015. É o 2º maior produtor de etanol de milho do Brasil, 4º em etanol e cana, 5º em açúcar, 4º em exportação de bioeletricidade e um dos líderes nacionais em florestas plantadas, com 1,753 milhão de hectares — crescimento de 516% desde 2010.
O Estado ampliou as áreas de grãos, cana e florestas e dobrou a diversificação da produção e fortaleceu as cadeias de biomassa. No Vale da Celulose, 87% da produção estadual se concentram em 12 municípios, em 1,5 milhão de hectares de eucalipto. Com 4,7 milhões de hectares de pastagens recuperáveis, tem um dos maiores potenciais de conversão de áreas degradadas em sistemas produtivos de baixo carbono. Na transição energética estão sendo instaladas 22 usinas de bioenergia que farão do Estado o 2º maior produtor de etanol de milho do país.
“Estamos mostrando, de forma muito transparente, ser possível crescer preservando, incluir protegendo e desenvolver inovando. Mato Grosso do Sul é um dos principais laboratórios de políticas ambientais do Brasil; O MS Carbono Neutro 2030 é o nosso norte. Esta visão integrada tem permitido que o Estado gere oportunidades, reduza desigualdades e apresente ao mundo um modelo sólido de desenvolvimento sustentável”, salientou Riedel. .






