Segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, a operação será conduzida pelo Comando Militar do Sul, responsável pelas ações das Forças Armadas dos EUA na região.

O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, anunciou nesta quinta-feira (13/11) que os Estados Unidos vai conduzir uma operação militar batizada de “Lança do Sul”, cujo objetivo é combater grupos denominados “narcoterroristas” e intensificar ações que “protejam o país das drogas”. Segundo a declaração do secretário de Defesa, feita em uma publicação no X, a operação será conduzida pelo Comando Militar do Sul, responsável pelas ações das Forças Armadas dos EUA na América Latina e Caribe.
O governo de Donald Trump tem mobilizado um contingente militar significativo nessa campanha contra o tráfico de drogas, com navios de guerra, aviões de caça e milhares de soldados no Mar do Caribe, além de ter autorizado ações secretas da CIA na Venezuela. Acusado de narcotráfico pelos EUA, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, afirma que essa mobilização militar faz parte de um complô para derrubá-lo.

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O último ataque foi no domingo no Pacífico. Hegseth reportou a morte de seis pessoas a bordo de duas embarcações. Já são 20 embarcações bombardeadas com saldo de pelo menos 76 mortos.
Os Estados Unidos, porém, ainda não apresentaram provas de que as embarcações eram utilizadas para o tráfico de drogas.
‘Mobilização maciça’
Na madrugada de terça-feira, a Venezuela ativou novos exercícios militares em todo o país para responder ao que considera “ameaças imperiais” dos Estados Unidos. O Ministério da Defesa informou sobre o “destacamento maciço de meios terrestres, aéreos, navais, fluviais e de mísseis”.
A televisão estatal VTV mostrou a mobilização de soldados armados com fuzis.
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O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, disse que 200 mil efetivos participaram do exercício, mas em cidades como Caracas não foram observados sinais de movimentação militar.
— Estão assassinando pessoas indefesas, sejam ou não narcotraficantes, justiçando sem o devido processo — condenou Padrino.
Além disso, Maduro sancionou uma lei para defender o país ante a mobilização militar dos Estados Unidos. Embora seu conteúdo ainda não seja público, o mandatário disse que a lei estabelece a criação “legal” dos “Comandos de Defesa Integral”.
— Se depender de nós como república, como povo, pegar em armas para defender esta sagrada herança dos libertadores e libertadoras, estamos prontos para vencer — disse Maduro.
Na segunda-feira, o presidente venezuelano garantiu que sua estrutura tem “força e poder” para responder aos Estados Unidos. Maduro convocou o alistamento na Milícia Bolivariana, um corpo das Forças Armadas composto por civis e com uma altíssima carga ideológica.
Com informações do O Globo e agências internacionais — Washington






