O mercado financeiro brasileiro registra movimentos positivos nesta terça-feira (28/10), impulsionados por expectativas de corte de juros nos Estados Unidos e alívio em tensões comerciais globais.

O dólar comercial inicia o pregão em baixa, cotado a R$ 5,37 na abertura, após máxima de R$ 5,41 e mínima de R$ 5,36 registradas nas primeiras horas. Por volta das 11h (de Brasília)o dólar estava cotado a R$5,373 em alta de 0,04% e o Ibovespa em alta de 0,19% com 147.255,41 pontos.
A Bolsa de Valores de São Paulo, representada pelo Ibovespa, avança 1,2 e atinge 147 mil pontos, renovando recordes históricos. Esse desempenho ocorre em meio a um volume negociado superior a R$ 15 bilhões, com destaque para ações de commodities e bancos.
O cenário reflete a influência de dados econômicos recentes, como o IPCA-15 abaixo do esperado, que reforça apostas em uma Selic mais baixa no Brasil. Investidores monitoram também a reunião do Federal Reserve, prevista para esta semana, que pode reduzir as taxas em 0,25 ponto percentual.
Cotação do dólar em foco
O dólar comercial apresenta variação negativa de 0,8% em relação ao fechamento anterior, operando a R$ 5,37. Essa queda acompanha o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior, onde o índice DXY recua 0,1%.
No mercado futuro, contratos para novembro indicam estabilidade em R$ 5,38, sinalizando continuidade da tendência descendente. Bancos como Itaú e Bradesco reportam maior demanda por proteção cambial entre exportadores.
Desempenho do Ibovespa e ações principais
O principal índice da B3 sobe 1,2% e alcança 147 mil pontos, impulsionado por blue chips. Ações da Vale avançam 2,1%, beneficiadas por preços estáveis do minério de ferro na China.
Petrobras registra ganho de 1,8% nas preferenciais, após relatório de produção acima das metas trimestrais. Bancos como Itaú Unibanco sobem 1,5%, com analistas destacando margens de crédito em expansão.
Volume negociado na Vale: R$ 2,5 bilhões, maior da sessão.
Petrobras PN: alta de 1,8%, volume de R$ 1,9 bilhão.
Itaú: ganho de 1,5%, com foco em empréstimos corporativos.
Avanço das criptomoedas no dia
Bitcoin registra alta de 1,5% e supera US$ 120 mil, após máxima intradiária de US$ 120.800. Esse movimento segue influxos em ETFs nos Estados Unidos, que captaram US$ 500 milhões na véspera.
Ethereum avança 4% para US$ 4.169, impulsionado por atualizações na rede que melhoram a escalabilidade. Outras altcoins, como Solana, sobem 3,2% para US$ 250.
O mercado cripto totaliza US$ 3 trilhões em capitalização, com volume de transações diário acima de US$ 100 bilhões.
Movimentos no setor de commodities
Preços do petróleo Brent sobem 0,9% para US$ 85 por barril, apoiados por demanda asiática. No Brasil, isso beneficia exportadoras como a Petrobras, cujas ações reagem positivamente.
Minério de ferro mantém cotação em US$ 120 por tonelada, sustentando ganhos na Vale. Soja e milho registram leves altas na CBOT, com contratos futuros para dezembro em US$ 10,50 por bushel.
Exportações brasileiras de commodities somam US$ 25 bilhões em outubro até o momento, 5% acima do mês anterior.
Perspectivas para índices globais
O S&P 500 futuro indica abertura em alta de 0,5%, enquanto o Nasdaq avança 0,7% em pré-mercado. Esses ganhos refletem otimismo com balanços corporativos, como o da Netflix, esperado para esta semana.
Na Europa, o FTSE 100 sobe 0,4%, impulsionado por setor financeiro. Ásia encerra mista, com Nikkei em +0,6% após dados de exportação japoneses.
Influências externas no mercado
Decisão do Fed na quarta-feira guia fluxos globais, com 96% de chance de corte de 0,25%. Conversas EUA-China sobre comércio aliviam pressões tarifárias.
No Brasil, Boletim Focus projeta Selic em 12,5% para fim de 2025, com PIB em 2,1%.








