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Campo Grande, 24 de outubro de 2026

Santa Casa alerta para risco de colapso e solicita reunião urgente com prefeita e governador

  • 9 de outubro, 2025
  • Geral, Saúde
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Hospital reivindica reajuste no contrato com o SUS e busca soluções para crise financeira que ameaça atendimentos.

Atualmente, o termo vigente está em R$ 32,7 milhões, valor considerado insuficiente para cobrir os custos do hospital, que absorve 55,37% da demanda hospitalar em Campo Grande.

A Santa Casa de Campo Grande solicitou reuniões urgentes com a prefeita Adriane Lopes e o governador Eduardo Riedel para discutir a continuidade dos atendimentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), diante da grave crise financeira enfrentada pelo hospital. A administradora da instituição, a Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande (ABCG), afirma que desde agosto de 2023 os convênios vêm sendo prorrogados sem reajuste, prejudicando o equilíbrio das contas.

“Diante desse contexto, o hospital acumula dívidas com fornecedores e prestadores de serviço, comprometendo a capacidade de manter os atendimentos essenciais à população. A Santa Casa reforça a necessidade de discutir, com os gestores públicos, não apenas a nova contratualização, mas também soluções estruturantes para o passivo acumulado”, informou a instituição em nota.

Na semana passada, a Justiça determinou 30 dias para que o hospital, o Estado e o município elaborem e assinem um novo contrato, mas negou o pedido da Santa Casa para que o valor do convênio fosse fixado em R$ 45.946.359,89 mensais. Atualmente, o termo vigente está em R$ 32,7 milhões, valor considerado insuficiente para cobrir os custos do hospital, que absorve 55,37% da demanda hospitalar em Campo Grande.

A Santa Casa entrou com ação judicial alegando que a vigência do contrato com o SUS havia terminado no fim de agosto, sem a formalização de um novo convênio. O termo atual foi prorrogado por mais 30 dias, sem qualquer reajuste nos valores repassados, congelados desde 2023, enquanto inflação e custos hospitalares aumentaram.

Para reforçar a gravidade da situação, a defesa do hospital apresentou reportagens que evidenciam o déficit financeiro, incluindo paralisações de funcionários por falta de pagamento. A instituição solicita renovação do convênio com reajuste para R$ 45,9 milhões e recomposição retroativa do repasse referente aos últimos dois anos sem correção. O juiz Cláudio Müller Pareja ainda não analisou o pedido.

Com dívidas acumuladas e dificuldades para manter os pagamentos em dia, a direção alerta que a continuidade dos serviços essenciais pode estar em risco. A Santa Casa reforça a confiança na sensibilidade das autoridades e espera que as reuniões com o governo estadual e municipal sejam agendadas rapidamente, evitando um possível colapso nos atendimentos.

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