Medida busca equilibrar as contas diante da queda na arrecadação de ICMS, redução das transferências federais e diminuição de receitas próprias.
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A Prefeitura de Corumbá (MS) anunciou um pacote de contenção de despesas que será aplicado pelos próximos seis meses em todos os órgãos municipais. O decreto, publicado em 1º de outubro, determina cortes mínimos de 15% nas despesas variáveis e a suspensão de novas contratações, nomeações e admissões em concursos públicos.
Entre os fatores que levaram à decisão estão a queda no repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), impactado pela redução das importações de gás natural da Bolívia, a diminuição das transferências da União e a baixa na arrecadação própria.
Medidas restritivas
De acordo com o decreto, os cortes atingem despesas com água, energia elétrica, telefonia, combustíveis e serviços terceirizados. Contratos e licitações em andamento também passarão por revisão, podendo sofrer redução de até 25%.
Além disso, ficam suspensas:
-Nomeações em cargos comissionados;
-Contratações temporárias;
-Convocações de estagiários e professores aprovados em concurso;
-Concessão de gratificações, adicionais e outras vantagens financeiras variáveis, que terão redução de 15%.
Também não serão autorizadas até o fim de 2025 novas despesas com diárias, passagens, cursos, eventos, aquisição de bens permanentes não essenciais e obras sem fonte de financiamento definida.
Exceções garantidas
Apesar das restrições, a prefeitura ressalta que serviços essenciais, como saúde e educação, estão preservados. Obrigações judiciais e situações emergenciais também estão fora do escopo dos cortes.
Cada secretaria terá 10 dias úteis para enviar relatórios à Secretaria de Planejamento detalhando quais gastos serão reduzidos ou suspensos.
Controle mais rígido
O prefeito determinou que qualquer exceção às medidas só poderá ocorrer com autorização expressa dele, mediante análise técnica da Secretaria de Planejamento, Receita e Administração.
A gestão municipal afirma que o objetivo é garantir equilíbrio fiscal e manter a continuidade dos serviços públicos, mesmo em um cenário de queda de arrecadação.








