Regulamento deverá impor limites a gastos e sanções para clubes em desequilíbrio fiscal.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que hoje de manhã (01/10) que em novembro, será oficialmente divulgado um novo projeto para implementar o sistema de fair play financeiro no futebol nacional. A informação foi confirmada pelo presidente da CBF, Samir Xaud, durante evento para apresentar o novo calendário das competições.
Caminho para o projeto
Em junho, a CBF instituiu formalmente um grupo de trabalho para elaborar o modelo de fair play financeiro, envolvendo federações, clubes das Séries A e B e especialistas em finanças e governança esportiva. A primeira reunião do Grupo de Trabalho ocorreu no Rio de Janeiro, reunindo participantes de 34 clubes e 10 federações.
Está previsto que o novo sistema seja apresentado durante o CBF Summit, marcada para 26 de novembro. A proposta já está em fase de construção e passou por consultas aos clubes, com a CBF pedindo sugestões e debates sobre critérios, sanções e etapas de implementação.
O que se espera do sistema
Segundo as informações divulgadas até agora: O modelo deverá ser aplicado de forma pós‑fato (ou seja, com análise de evidências contábeis) e haverá sanções como restrição de transferências e até perda de pontos em casos graves.
A meta central é que os clubes gastem só o que arrecadam, para evitar endividamentos excessivos e favorecer o equilíbrio financeiro do futebol nacional.
O projeto buscará adaptar mecanismos já usados em ligas internacionais à realidade brasileira, com flexibilizações e transições para clubes com situação financeira desigual.
Dificuldades e ressalvas
O presidente Samir Xaud já avisou que a adoção desse sistema “não é tão simples” e demandará um período de transição.
Alguns clubes mais endividados poderão ter mais dificuldade para se adequar ao novo modelo, principalmente no início da vigência.
A adesão dos clubes ao processo de debate tem sido expressiva, mas ainda há incertezas sobre como serão definidas regras comuns para equipes com realidades financeiras muito distintas.
Reações no meio do futebol
Alguns clubes já participam dos debates, como América, Atlético e Cruzeiro. A proposta encontra respaldo em dirigentes que acreditam que não pode haver “doping financeiro” — ou vantagem indevida para equipes que tomam empréstimos elevados ou recebem investimentos externos sem transparência.
A CBF reforça que quer um futebol mais sustentável, com regras claras e auditoria efetiva para prevenir desequilíbrios financeiros.






