“Cada estado busca sua linha de atuação. Mato Grosso do Sul fez isso”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

O governador Eduardo Riedel (PP) disse que a Lei do Pantanal é uma contribuição diferenciada que Mato Grosso do Sul dá ao círculo de debates que preparam os conteúdos para a COP30.
Ontem (terça-feira,30/09), na abertura da Pré-COP30 Oficial Bioma Pantanal, em Campo Grande, ele disse que esta lei é um instrumento muito forte para a sustentabilidade e também como indutor econômico muito forte para incentivar a defesa do meio ambiente.
O evento foi organizado para discutir a preservação e pontuar as prioridades do Pantanal, bioma presente nos estados de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso. Com o tema “Clima e Biodiversidade: o papel dos estados e municípios na COP30”, Riedel debateu desafios e soluções ao lado de diversas autoridades.

O governador Renato Casagrande (ES), presidente do Consórcio Brasil Verde; a diretora-executiva da COP30, Ana Toni; o secretário estadual de Meio em exercício, Artur Falcette e o secretário executivo de Meio Ambiente de Mato Grosso, Alex Marega, fizeram parte das discussões.
Biodiversidade
“ A Lei do Pantanal é um instrumento econômico bastante forte, através do fundo do clima e programas de financiamento dos serviços ambientais”, salientou Riedel. “O pagamento por serviço ambiental a produtores que garantam a biodiversidade, o trabalho que a gente faz com cadeias produtivas de maior eficiência para melhorar a balança de carbono, são ações concretas que nós vamos demonstrar na COP como um exemplo, como uma realidade nossa”, acrescentou.
O encontro, organizado pelo Consórcio Brasil Verde em parceria com o Governo do Estado e apoio do Centro Brasil no Clima, é parte do processo nacional de preparação para a COP30. “Estamos mostrando a diversidade de biomas no Brasil, cada um com suas soluções adequadas. E acima de tudo, mostrar que o Brasil como um todo é um provedor de soluções climáticas. Aqui no Pantanal há soluções que a gente precisa dar visibilidade para o resto do mundo”, acentuou Ana Toni.

Casagrande mencionou detalhes estratégicos, fazendo observações pontuais e conjunturais. “As Pré-COPs estão permitindo que a gente possa debater o tema, para que possamos também difundir e dar conhecimento ao mundo de que os outros biomas têm tanta importância quanto o bioma amazônico”, comparou.
Mato Grosso do Sul, além de ser um dos estados que mais cresce no Brasil, uniu as agendas econômicas, ambientais e sociais. Um dos primeiros estados a concluir seu inventário de gases de efeito estufa, tem um dos programas mais avançados de descarbonização do País, o MS Carbono Neutro 2030.
A COP (Conferência das Partes) é o maior evento das Nações Unidas global sobre as mudanças do clima. É realizado anualmente e a presidência se alterna entre as cinco regiões reconhecidas pela ONU.
O Brasil é a sede este ano da COP30 (30ª Conferência das Partes), que será em Belém (PA), entre 10 e 21 de novembro. Segundo Ana Toni, não há combate à mudança do clima sem a preservação dos biomas. “Temos a COP na Amazônia, mas vamos falar de todos os biomas. Outro grande legado é a questão da preservação e economia. Esta é uma marca muito forte que queremos deixar”.






