Após um ano e oito meses na base, PT deixa o governo de MS e cargos são ocupados por novos titulares

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), formalizou nesta sexta-feira (12/09) a saída do PT de sua base ao exonerar cinco chefias ligadas ao partido. As demissões, publicadas no Diário Oficial, atingem subsecretários, secretário-executivo e diretor, confirmando o rompimento definitivo da aliança que durou um ano e oito meses.
Entre os exonerados estão o subsecretário de Políticas Públicas LGBTQIA+, Vagner Campos da Silva; a subsecretária de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, Vania Lucia Baptista Duarte; e a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas Idosas, Zirleide Silva Barbosa. Também deixaram os cargos o secretário-executivo da Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais, Humberto de Mello Pereira, e o diretor-executivo da Agraer, Marcos Roberto Carvalho de Melo.
A ruptura política já era esperada desde agosto, quando Riedel criticou a decisão judicial que determinou prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), classificando-a como “excesso judicial”. A declaração consolidou o afastamento do governador em relação ao PT, que cobrava maior alinhamento de Riedel ao presidente Lula e ao deputado federal Vander Loubet.
Antes da publicação das exonerações, Riedel se reuniu pessoalmente com os indicados para comunicar a saída. No mesmo Diário Oficial, o governo já nomeou os substitutos: Mikaella Lima Lopes assume a Subsecretaria LGBTQIA+; Deividson de Deus Silva a de Igualdade Racial; e Larissa Diniz Paraguassu a de Pessoas Idosas. Na Agricultura Familiar e Povos Originários, a nova titular é Karça Bethania Ledesma de Nadai. Apenas a diretoria da Agraer segue sem substituto definido.
Afastamento gradativo antes do rompimento
A saída do PT da base do Governo do Estado se consolidou após a declaração de Riedel criticando a decretação de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em agosto deste ano. Nas redes sociais, o governador classificou a medida como “excesso judicial” e alertou para riscos de aumento da instabilidade política no país.
Riedel já vinha dando sinais da sua guinada à direita desde o início do ano. Em maio, usou as redes sociais para defender a anistia parcial para os réus dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, com a adoção de critérios que levem em conta a gravidade de cada caso.
O anúncio do desembarque foi oficializado durante a missão internacional de Riedel para a Ásia. A bancada do PT aguardou o retorno de Riedel, mas a reunião só aconteceu no dia 26 de agosto na Governadoria. No encontro, o PT entregou todos os cargos que tinha no Executivo. Antes de publicar a exoneração, Riedel se encontrou com os indicados para selar a saída.
Com as exonerações, fica encerrada a participação do PT no governo Riedel, selando o rompimento definitivo da parceria política.






