Médicos apontam duas preocupações com o ex-presidente e Moraes autoriza saída temporária da prisão domiciliar para atendimento hospitalar.

O ex-presidente Jair Bolsonaro passará por exames médicos no próximo sábado (16/08), em Brasília, para investigar dois problemas de saúde que preocupam sua equipe médica.
A primeira questão é uma esofagite crônica, responsável por provocar refluxo e crises de soluço frequentes. O quadro já havia levado Bolsonaro a procurar atendimento de emergência em julho deste ano e a suspender compromissos durante aquele período.
Segundo os médicos, a condição está relacionada às sequelas da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018 e tem sido motivo de queixas desde 2021.
A segunda preocupação envolve o risco de novas obstruções intestinais. O ex-presidente foi submetido, em abril, a uma cirurgia considerada “extremamente complexa” para tratar o problema.
Especialistas explicam que intervenções desse tipo aumentam a chance de aderências nas paredes intestinais, o que exige acompanhamento constante. A cada nova cirurgia para desobstrução, a formação de aderências é inevitável.
Nesta terça-feira (12/08), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que Bolsonaro deixe a prisão domiciliar temporariamente para realizar os exames em um hospital da capital federal.
“O requerente deve apresentar a esta SUPREMA CORTE, no prazo de 48 horas após a finalização dos respectivos procedimentos médicos, o atestado de comparecimento, consignando a data e os horários dos atendimentos”, determinou Moraes.
Segundo a defesa, o tempo de permanência no hospital será de seis a oito horas.
“A depender dos resultados, poderão ser indicadas complementações diagnósticas e/ou medidas terapêuticas adicionais”, escreveram os advogados.
Entre os exames indicados estão coleta de sangue e urina, endoscopia e tomografia. A avaliação foi indicada pela equipe médica que acompanha Bolsonaro.








