Parece não restar mais dúvidas sobre a chapa majoritária que vai representar as forças conservadoras na disputa eleitoral de 2026.
Pelo desenrolar dos fatos atuais e da dinâmica do processo de resultados das últimas eleições, o bloco amplamente majoritária da política em Mato Grosso do Sul é formado pelos partidos de centro, de centro-direita e de direita, tendo à frente o PSDB, o PP, o PL e o PSD.
Com este indicador, o tabuleiro já tem algumas peças importantes pré-estabelecidas ou pré-definidas. Para a sucessão estadual, o nome é o do governador Eduardo Riedel.
Sua reeleição tornou-se uma condição imperiosa para esses partidos aqui mencionados, principalmente porque são eles que dominam as urnas desde 2014, quando Reinaldo Azambuja ganhou a disputa governamental e abriu caminho para seguidos triunfos em pleitos municipais e estaduais até 2024.
Assim, com Eduardo Riedel puxando a fila, o trio de candidaturas majoritárias se completa com dois nomes mais fortes deste bloco para as duas vagas do Senado da República: Reinaldo Azambuja – um tucano que está de saída, provavelmente para o PL – e o senador Nelsinho Trad (PSD). Sobre ambos, desnecessário descrever um a um os fatores e as condições que os lançaram aos níveis mais elevados de prestígio e apoio político popular.
São duas trajetórias vitoriosas. Azambuja foi prefeito duas vezes e governador também duas vezes, deputado estadual e deputado federal. E Nelsinho escalou pelas urnas os mandatos de vereador, prefeito (em duas gestões), deputado estadual e senador.
E com um peso diferenciado para a campanha, levando consigo as marcas de reconhecimento nacional e local, como campeão na liberação de emendas e parceiro decisivo para fortalecer o exitoso resultado de governança em Mato Grosso do Sul.
O próprio Azambuja reconhece, de público, que teve em Nelsinho Trad um parceiro fundamental no desempenho de seu governo, apontado por indicadores nacionais como um dos melhores do país.
A diferença, portanto, se estabeleceu vigorosamente, e é reforçada por um aspecto de enorme dimensão: o valor colaborativo de seu mandato, que é medido por resultados que se espraiam nos benefícios que viabilizou para os 79 municípios.
Contudo, não será uma eleição fácil. Eleições só são ganhas no dia da votação. Não se ganha na véspera. A concorrência virá trazendo também nomes de respeitáveis inserções política e popular e robustas folhas de serviço, com suportes de toda ordem, especialmente político-partidária e financeira.
Mas a realidade não pode ser ignorada – e ela dá o desenho que as primeiras pesquisas de intenção de voto vêm rabiscando.
Chorará mais quem puder menos.






