O caso ocorreu em Angélica (MS) e a vítima em estado grave após ingestão de veneno em arroz carreteiro foi transferida para hospital em Nova Andradina . O casal estava separado por brigas.

Na madrugada desta quinta-feira (24/07), um homem foi internado em estado grave no Hospital ABA, em Angélica, região leste de Mato Grosso do Sul, a 276 quilômetros de Campo Grande, após apresentar sintomas compatíveis com intoxicação. Exames revelaram a presença de chumbinho — veneno de rato — misturado no arroz carreteiro consumido por ele durante o jantar da noite anterior.
A Polícia Civil informa que a suspeita, ex-esposa da vítima identificada como C.H.M., foi presa em flagrante. Ela admitiu ter manuseado o veneno em uma área rural usada para controle de pragas, mas negou ter colocado o produto na comida de forma intencional. Disse ainda que o chumbinho poderia ter permanecido em suas mãos e sido transferido ao alimento acidentalmente.
A vítima foi socorrida pela própria suspeita e levada à unidade de saúde, onde permaneceu entubado e com requisição de “vaga zero” — sinal de quadro crítico que requer transferência imediata.
Colegas da vítima relataram que o casal havia se separado recentemente, em meio a constantes discussões.
A suspeita, que exerce atividade comercial na cidade, foi conduzida à delegacia de Angélica, onde permanece sob custódia enquanto o caso segue em investigação. Já a vítima foi transferida para o Hospital Regional de Nova Andradina, permanecendo em observação intensiva.
Detalhes adicionais da investigação
Local da contaminação: a refeição foi preparada em um sítio na zona rural, e levada para Angélica, conforme relatado pelas testemunhas. Os exames confirmaram a presença do chumbinho no arroz carreteiro consumido, com rápido surgimento dos sintomas, permitiu atendimento imediato.
A mulher foi presa por suspeita de tentativa de homicídio qualificado por envenenamento. A Polícia Civil investiga se houve dolo (intenção), e não descarta a hipótese de acidente. O inquérito permanece em aberto.
Serão ouvidos amigos, parentes e profissionais de saúde que atenderam o caso e o juiz avaliará as provas para converter a prisão em flagrante em preventiva, se cabível.
O uso de chumbinho é recorrente em casos de envenenamento no estado, gerando preocupações sobre acesso a venenos de uso agrícola e doméstico. A legislação brasileira rigorosa exige cuidados, mas denúncias sugerem que o produto ainda circula com facilidade, o que eleva os riscos à população.








