Chuvas, geadas e logística ainda desafiam, mas estimativas apontam crescimento de 20,6% na produção.

A colheita da segunda safra de milho em Mato Grosso do Sul atingiu 10,2% da área plantada (cerca de 214 mil hectares) até 9 de julho de 2025, com a região central do estado liderando com 12,5% colhido. A operação deve ter seu pico em julho e se estender até a última semana de agosto.
Principais desafios: umidade, geadas e escassez de caminhões
O ritmo ainda está atrasado em relação ao ano passado devido à umidade persistente nos grãos, resultado das chuvas recentes, e a geadas em junho que chegaram a afetar até 18 mil hectares, com perdas estimadas entre 10% e 30%.
A carência de caminhões tem sido um problema pontual, especialmente no centro, mas a expectativa é de normalização à medida que as condições secas se intensificam
Condições gerais da cultura.
O plantio da safrinha foi concluído com duas semanas de antecedência neste ciclo, e as lavouras, em geral, estão em fases vegetativas a reprodutivas, com qualidade majoritariamente boa (entre 78% e 95% nas diversas regiões).

Produção cresce com boa produtividade
Estimativas da Aprosoja/MS apontam produtividade média de 80,8 sacas por hectare, com área total de aproximadamente 2,103 milhões de hectares. A produção deve alcançar cerca de 10,199 milhões de toneladas — um aumento de 20,6% em comparação ao ciclo anterior.
Aspectos econômicos e de infraestrutura
O aumento da oferta de milho e a queda do dólar pressionam os preços do grão, prejudicando a margem dos produtores. Além disso, o déficit de armazenagem no estado representa risco relevante, já que muitos produtores dependem de estruturas de terceiros e enfrentam atrasos de até 48 horas em silos — o que eleva custos e perdas.
Previsão do tempo
A previsão aponta para tempo firme e com sol predominante no período, favorecendo o avanço da colheita, que vinha sendo prejudicada pelo excesso de chuva.






