Seleção Brasileira sofre abalo após técnico ser sentenciado a 1 ano de prisão e multa de €386 361 por fraudar impostos na Espanha.

O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, foi condenado nesta quarta-feira (09/07) pela Justiça espanhola por fraude fiscal cometida em 2014 durante sua primeira passagem como treinador do Real Madrid. Segundo o tribunal, ele terá que cumprir pena de um ano de prisão, que deverá ser sursis, e pagar uma multa de 386 361,93 euros (cerca de R$ 2,4 milhões).
O que diz a sentença
A pena incluiu a perda de acesso a incentivos fiscais, subsídios públicos e benefícios previdenciários por três anos, como penalidade adicional por ter se valido de mecanismos artificiais para ocultar rendimentos. Embora tenha sido denunciado por fraudes nos exercícios fiscais de 2014 e 2015, Ancelotti foi absolvido das acusações referentes a 2015, ficando condenado apenas pela operação de 2014, que envolveu cerca de 386. 361 euros.
Acusações e defesa
O Ministério Público espanhol acusou Ancelotti de tentar esconder lucros de direitos de imagem por meio de uma estrutura societária opaca em paraísos fiscais, para reduzir a tributação em 2014 e 2015, totalizando mais de 1,06 milhão de euros.
Durante o julgamento, que ocorreu em 2 e 3 de abril, o técnico afirmou que não tinha intenção de fraudar o fisco, tendo seguido orientações de assessores e do próprio clube, e que quitaria a dívida antes mesmo do fim do processo — o que ocorreu em dezembro de 2021.
Por ter sido condenado a menos de dois anos e não ter antecedentes criminais na Espanha, Ancelotti não terá que cumprir pena em regime fechado. A dívida foi quitada antecipadamente, o que favoreceu a aplicação do regime de suspensão da execução da pena .
Ancelotti, de 66 anos, é o técnico com mais títulos da história do Real Madrid e, desde maio, comanda a Seleção Brasileira. O caso reforça um histórico de problemas fiscais envolvendo figuras do futebol: Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Shakira também enfrentaram sanções por sonegação na Espanha, embora sem ter cumprido pena privativa de liberdade.
Nesta quarta-feira, a CBF e a assessoria de Ancelotti ainda não haviam se pronunciado oficialmente sobre a sentença.






