CCZ reforça alerta sobre não tocar e denunciar ao CCZ morcegos caídos em qualquer ponto da cidade. Mantenham a vacinação dos animais de estimação em dia.

A Coordenadoria de Controle de Zoonoses (CCZ) confirmou, nesta terça-feira (08/07), a descoberta do 9º morcego infectado com o vírus da raiva em Campo Grande, desta vez na região do bairro São Francisco. Este avanço representa um crescimento de 50% em relação ao total registrado em 2024, quando foram apenas seis casos.
De acordo com a veterinária Maria Aparecida Conche Cunha, responsável técnica da CCZ, “é importante ressaltar que não há motivo para alarde, mas é preciso estar atento, pois o vírus da raiva está presente no ambiente urbano”.
A veterinária também destacou que qualquer morcego encontrado caído — independentemente de como tenha sido avistado — deve ser considerado suspeito e recolhido pela Coordenadoria.
Desde o início do ano, a CCZ já confirmou outros oito casos: o primeiro, em janeiro, também no bairro São Francisco; o quarto, em março; o quinto, em abril; o sexto, em final de abril no Jardim Veraneio; e o oitavo caso confirmado no final de junho, na Vila Jacy.
Medidas de proteção e orientação à população
Evite contato com qualquer morcego, vivo ou morto. Se encontrar um, cubra-o com pano ou balde — sem contato direto — e acione imediatamente a CCZ pelos telefones:
Segunda a sexta, das 7h às 17h: (67) 3313‑5000, 2020‑1801, 2020‑1789
Segunda a sexta, das 17h às 21h; sábados, domingos e feriados das 6h às 22h: 2020‑1794
Em qualquer situação de contato (mordida, arranhão ou lambedura), procure uma Unidade de Saúde para atendimento e realização de profilaxia pós-exposição. A raiva é uma doença com quase 100% de letalidade se manifestada.
Vacinação de cães e gatos é essencial e gratuita nas campanhas oferecidas pelo município. O CCZ alerta que, mesmo dentro de casa, os pets devem manter a imunização em dia para proteger tanto os animais quanto os seres humanos .
Importância ecológica dos morcegos
O Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) enfatiza que apenas morcegos caídos e anormais são suspeitos. A eliminação indiscriminada é prejudicial ao meio ambiente e configurada como crime ambiental, já que essas espécies são fundamentais para controle de pragas e polinização.
A identificação de mais um morcego com raiva reforça a necessidade de atenção e educação ambiental contínua. O risco maior reside em animais domésticos não vacinados ou humanos que entrem em contato com morcegos caídos. A orientação principal permanece a mesma: não toque, isole, acione o CCZ e proteja seus animais de estimação.






