Câmeras flagraram momento em que dupla aguarda o empresário passar a pé pelo veículo VW Fox preto que estava estacionado aguardando, desce do carro e atira no empresário que tenta fugir e fica gravemente ferido no chão.

Na noite do último sábado (21/06), por volta das 22h, o empresário Haroldo dos Santos Gil, de 44 anos, foi surpreendido e executado a tiros na Rua Vanderlei Pavão, no bairro Jardim Aeroporto, em Campo Grande. As imagens de câmeras de segurança revelam com precisão o ataque que acabou causando a morte do empresário.
Detalhes das câmeras de segurança
A filmagem mostra Haroldo caminhando sozinho pela via, em direção à sua casa após comemorar o primeiro ano de sua conveniência, localizada a poucos quarteirões do local do crime. Um VW Fox preto aparece estacionando à sua frente, ele passa pelo veículo, os dois ocupantes descem e executam Haroldo.
O passageiro desembarca primeiro, atirando diversas vezes. Haroldo, ferido, tenta escapar, mas corre de forma cambaleante. O motorista também desce e continua a atirar, mesmo após a vítima cair no chão. A dupla retorna ao carro e foge em alta velocidade. Pouco depois, o Fox foi incendiado no bairro Portal Caiobá. Confira como ocorreu a emboscada no vídeo das câmeras de monitoramento abaixo:
Perícia e atendimento
No local, os peritos identificaram 11 cápsulas deflagradas de pistola 9 mm, além de munição intacta e um projétil que foi retirado do corpo da vítima. Conhecidos tentaram socorrer Haroldo e o levaram inicialmente à UPA da Vila Almeida, onde foi atingido com três tiros no tórax e um na perna. Posteriormente, foi transferido para a Santa Casa, onde não resistiu e faleceu às 1h15 da madrugada seguinte
Motivação e antecedentes
Haroldo que também era conhecido como ‘Ito Boby Italo’, acumulava um histórico criminal extenso, com cerca de 20 passagens pela polícia, incluindo envolvimento com tráfico, receptação, furto e homicídio. Em 1999, foi condenado a 15 anos por matar um jovem de facção rival, e em 2014 sobreviveu a uma tentativa de homicídio sobre a Rua João Nogueira Vieira, no Jardim Carioca. Investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apuram se o crime foi motivado por acerto de contas ligado ao passado criminal de Haroldo.
Moradores da região relataram que não houve discussão ou sinal de conflito prévio: “não teve briga, estava tranquilo, espaço bem montadinho… só ouvimos os tiros e, depois, a notícia da morte”
Muitos estavam comemorando a data da conveniência e ficaram chocados com a execução.
A Polícia Civil trata o caso como homicídio qualificado por emboscada, devido à premeditação evidente e à destruição dos vestígios com o incêndio do carro. Até o momento, nenhum suspeito foi localizado ou preso.






