Operação Pantanal e novas tecnologias de monitoramento estão reforçando a política de sustentabilidade.

Os avanços da política pública de desenvolvimento sustentável em Mato Grosso do Sul resultam de um planejamento técnico e operacional elaborado a partir de compromissos conceituais, segundo o governador Eduardo Riedel (PSDB). Para ele, sem a consciência da sustentabilidade o Estado não conseguiria atacar com sucesso antigos desafios e não seria hoje uma referência nacional de progresso sustentado, embora ainda tenha muita coisa a ser feita.
Um dos focos dos investimentos governamentais é o cuidado com o seu bioma, um dos mais importantes da Terra, o Pantanal. Com um trabalho sistemático nas ações preventivas e no combate aos incêndios florestais, a Operação Pantanal 2025, realizada pelo Corpo de Bombeiros Militar, e mantém em todo o Estado, alcançando os outros biomas, Mata Atlântica e Cerrado. Com 11 bases avançadas e localizadas em diferentes regiões, a distribuição dos militares em locais estratégicos garante ações rápidas e eficazes.
“As bases avançadas são como um norte. Aumentamos a estrutura e permitimos novos usos, agreando mais valor às comunidades atendidas. Nossa preocupação é com todos os ecossistemas, com as vidas humanas, vegetais e animais que os habitam”, frisou o major e subdiretor da DPA (Diretoria de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, Eduardo Teixeira. A instalação destas bases – desde a Temporada de Incêndios Florestais, de 2024 – colabora com o trabalho preventivo dos Bombeiros.

Monitoramento
Na quarta-feira (11/06), no Instituto do Meio Ambiente (Imasul) foi inaugurada a sala de situação da Unigeo (Unidade de Geoprocessamento), uma estrutura técnica de inteligência geoespacial para o monitoramento ambiental em Mato Grosso do Sul.
A nova estrutura representa uma evolução tecnológica inédita no país, com capacidade de detecção automatizada de desmatamentos e queimadas em todos os mais de 357 mil km² do território sul-mato-grossense.
O Governo do Estado investiu cerca de R$ 1,5 milhão na estrutura inaugurada, que dispõe de modernos equipamentos, como um videowall de alta resolução e as estações de trabalho e monitores, garantindo alto desempenho na análise e visualização de dados geoespaciais em tempo real.
Segundo o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), a automação pode reduzir até 72% na carga de trabalho manual dos técnicos, anteriormente responsáveis por analisar individualmente as alterações na cobertura vegetal.
A sala foi projetada como uma ferramenta estratégica de apoio à fiscalização, gestão territorial e governança ambiental, oferecendo maior agilidade e precisão nas ações de comando e controle.
Com base em scripts automatizados e imagens de satélite de alta resolução fornecidas por plataformas internacionais, o Unigeo está em funcionamento desde 2023. Desde então, já foram emitidos mais de 10,6 mil alertas automáticos de desmatamento.








