Colisão no corredor de ônibus da Rua Brilhante destrói portão de templo religioso, mas motoristas saem ilesas e evitam tragédia

Um Chevrolet Onix e um Hyundai HB20 colidiram na manhã desta quinta-feira (12), no cruzamento entre a Rua Brilhante e a Vicente Solari, na Vila Bandeirante, em Campo Grande (MS), causando capotamento e destruição do portão de uma igreja.

O impacto aconteceu quando o HB20, que trafegava pela faixa central, iniciou uma conversão à esquerda, criando uma situação de risco no corredor exclusivo para ônibus. O condutor do Onix, circulando por essa faixa, tentou desviar, mas acabou invadindo o pátio do Templo Regional de Mato Grosso do Sul da Comunidade Messiânica Universal, destruindo o portão de ferro antes de atingir a parede do templo.
Apesar da violência da cena, as motoristas dos dois veículos relataram apenas o susto, sem ferimentos graves. A motorista do Ônix, de 30 anos, teve sangramento na mão e precisou ter o membro enfaixado. Apesar do ferimento, ela passa bem. O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro, mas as vítimas recusaram atendimento.
Equipes de socorro e da Guarda Municipal de Trânsito também foram acionadas de imediato. As condutoras celebraram um acordo e resolveram a questão dos prejuízos materiais entre si.
TRECHO PREOCUPA MORADORES
Segundo frequentadores, o trecho é conhecido por ser perigoso: há dois anos, uma árvore — fruto de um pinheiro plantado no local — foi arrancada após outra colisão. Embora não atribuam diretamente a catástrofe à existência do corredor de ônibus, vizinhos responsabilizam a “desatenção dos motoristas”, especialmente em pontos de conversão.
Comerciantes da região afirmam que não é a primeira vez que veículos invadem as dependências do templo religioso. Eles relatam que os acidentes se tornaram mais frequentes desde a implantação do corredor exclusivo para ônibus na Rua Brilhante. Na avaliação dos lojistas, a mudança viária tem gerado confusão entre os motoristas, especialmente em cruzamentos, aumentando significativamente o risco de colisões no local.
Especialistas consultados apontam que a confluência entre faixas exclusivas e conversões pode ser uma “armadilha urbana”. Sinalização reforçada e redutores de velocidade são medidas recomendadas para coibir acidentes semelhantes no futuro. Até o momento, não há registro oficial de alterações estruturais no local, mas a Guarda de Trânsito avalia a necessidade de novas intervenções.








