Exportações de frango de MS suspensas pela China e outros 8 países após caso de gripe aviária no RS, afeta frigoríficos em Dourados, Itaquiraí e Sidrolândia. O governo brasileiro busca regionalizar restrições.

A China suspendeu as exportações de carne de frango de 59 unidades brasileiras, incluindo três frigoríficos localizados em Mato Grosso do Sul, após a confirmação do primeiro foco de gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul.

As unidades afetadas no estado são:
-BRF S.A., em Dourados (SIF18)
-Bello Alimentos Ltda, em Itaquiraí (SIF3409)
-Seara Alimentos Ltda, em Sidrolândia (SIF3595).
A suspensão, em vigor desde sábado (17/05), segue o protocolo sanitário acordado entre Brasil e China. Segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, a medida terá duração de 60 dias, mas o governo brasileiro trabalha para conter o surto e retomar as exportações antes desse prazo.
A China é o principal destino da carne de frango brasileira, tendo importado 192 mil toneladas entre janeiro e abril deste ano, gerando US$ 455 milhões em receita.
Além das unidades de Mato Grosso do Sul, a suspensão atinge frigoríficos em outros estados, incluindo Paraná (21 unidades), Santa Catarina (14) e Rio Grande do Sul (8).
O governo brasileiro espera que a suspensão seja regionalizada, restringindo-se apenas ao Rio Grande do Sul, conforme previsto em protocolos sanitários com outros países, como Japão e Arábia Saudita.
Em resposta ao surto, o Ministério da Agricultura declarou estado de emergência zoos sanitária por 60 dias em Montenegro e implementou medidas de contenção, incluindo a criação de um cinturão de vigilância de 10 quilômetros ao redor da granja afetada, sacrifício de aves e destruição de ovos.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, manifestou otimismo quanto à rápida reabertura do mercado internacional para a carne de frango do estado, destacando a importância do setor para a economia local.
As autoridades brasileiras continuam monitorando a situação e mantendo diálogo com parceiros comerciais para minimizar os impactos econômicos e garantir a segurança alimentar.








