Com mais de 470 denúncias recebidas, comissão busca esclarecer falhas na fiscalização e qualidade do serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o transporte público em Campo Grande realiza, nesta segunda-feira (12/05), oitivas com duas testemunhas-chave: o ex-fiscal de transporte da Agência Municipal de Trânsito (Agetran), Luiz Carlos Alencar Filho, e o auditor-chefe da agência, Henrique de Matos Moraes.
As oitivas, agendadas para as 13h e 15h no Plenarinho Edroim Reverdito da Câmara Municipal, têm como objetivo coletar informações sobre a fiscalização e a qualidade do serviço prestado pelo Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo na capital.
Até o momento, a CPI já recebeu 470 denúncias da população, destacando problemas como atrasos, superlotação e má conservação dos ônibus. As denúncias podem ser encaminhadas pelo WhatsApp (67) 3316-1514, e-mail cpidotransporte@camara.ms.gov.br ou por formulário anônimo no site da Câmara Municipal.
A comissão, presidida pelo vereador Dr. Lívio (União Brasil), conta com a participação dos vereadores Ana Portela (PL), Júnior Coringa (MDB), Luiza Ribeiro (PT) e Maicon Nogueira (PP). Após a fase atual de oitivas iniciais, a CPI avançará para a investigação direta do Consórcio Guaicurus, incluindo depoimentos de seus gestores e análise de documentos relacionados à operação do transporte coletivo em Campo Grande.
A CPI também apura a veracidade de relatórios da Agetran que classificaram o conforto dos ônibus como “excelente”, apesar das reclamações recorrentes da população. Além disso, está em investigação a atuação da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), que admitiu que cerca de 300 ônibus da frota operam acima do limite prudencial de uso.
A próxima oitiva está prevista para quarta-feira (14/05), quando será ouvido o atual diretor-presidente da Agetran, Paulo da Silva, que anteriormente adiou seu depoimento por motivos de saúde. Em seguida, será a vez do ex-diretor da agência, Janine de Lima Bruno, que esteve à frente da Agetran por mais de sete anos.
A CPI do Transporte Público de Campo Grande segue firme em seu propósito de identificar falhas e propor melhorias para o sistema de transporte coletivo da capital sul-mato-grossense.






