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Campo Grande, 22 de agosto de 2026

Dólar e bolsa: Mercado financeiro brasileiro reage a tarifas dos EUA e retaliação Chinesa

  • 4 de abril, 2025
  • Cotação do Dólar, Politica
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Ações da bolsa de valores no Brasil estão em queda e o dólar sobe em meio a tensões comerciais globais. O dólar comercial está cotado agora (11h45 horário de Brasília) em R$5,78 com alta de 2,83% e o euro a R$6,37 com alta de 2,58%. A Ibovespa está em queda de 2,90%, Vale On  em queda  de 4,25%, Petrobras On em queda de 6,04% e Banco do Brasil em queda de 1,89%.

Quinta-feira o dólar fechou a R$ 5,629 e hoje segue em alta, registrando R$5,78 antes do meio dia (horário de Brasília).

Nos últimos dias, os mercados financeiros brasileiros têm enfrentado intensa volatilidade devido às recentes políticas comerciais implementadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e às subsequentes medidas retaliatórias da China. Essas ações intensificaram as tensões comerciais globais, impactando diretamente o desempenho da Bolsa de Valores do Brasil (B3) e a cotação do dólar.​

Impacto das tarifas nos mercados
Em 2 de abril de 2025, Donald Trump anunciou a imposição de tarifas de 10% sobre todas as importações para os EUA, com taxas mais elevadas para parceiros comerciais específicos, incluindo uma tarifa de 34% sobre produtos chineses. Em resposta, a China declarou, em 4 de abril, que aplicará tarifas recíprocas de 34% sobre todas as importações provenientes dos EUA a partir de 10 de abril. ​

Reações no Brasil
No Brasil, o Ibovespa, principal índice da B3, apresentou estabilidade em 3 de abril, fechando com uma leve queda de 0,04%, aos 131.140,65 pontos. Essa performance contrastou com as quedas significativas observadas nas bolsas norte-americanas, como o S&P 500, que registrou uma perda de 4,84% no mesmo dia. ​

No entanto, na manhã de hoje, 4 de abril, o cenário mudou. O Ibovespa abriu em queda de 2,24%, atingindo 128.204 pontos, refletindo o aumento da aversão ao risco por parte dos investidores diante da escalada na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. ​

Comportamento do dólar
A cotação do dólar também refletiu as turbulências no cenário internacional. Em 3 de abril, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 1,23%, cotado a R$ 5,629, a menor cotação desde outubro do ano anterior. Contudo, na manhã de hoje, a moeda norte-americana voltou a subir, registrando alta de 2,45% e sendo negociada a R$ 5,7668 às 10h36. ​

Perspectivas e Consequências
A intensificação das disputas comerciais entre EUA e China aumenta a incerteza nos mercados globais, afetando economias emergentes como o Brasil. Analistas alertam para o risco de uma recessão global, caso as tensões não sejam resolvidas.

O JPMorgan, por exemplo, elevou a probabilidade de uma recessão global de 40% para 60% após o anúncio das tarifas recíprocas. ​Diante desse cenário, investidores permanecem cautelosos, monitorando de perto os desdobramentos das políticas comerciais e suas possíveis implicações para a economia brasileira e mundial.

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