Pescadores devem seguir regulamentações para garantir a sustentabilidade dos recursos pesqueiros

A partir de hoje, 1º de março, a pesca está oficialmente liberada nos rios de Mato Grosso do Sul, após o término do período de defeso, conhecido como piracema, que ocorreu entre 5 de novembro de 2024 e 28 de fevereiro de 2025.
Licenciamento e regulamentações
Para exercer a atividade pesqueira, é obrigatório que os pescadores possuam a Licença Ambiental, que pode ser emitida digitalmente pelo site do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul). Além disso, é fundamental que os equipamentos utilizados estejam em conformidade com a legislação vigente, sendo proibido o uso de petrechos predatórios.
Esforços de fiscalização e preservação
O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destaca a importância do período de defeso para a preservação das espécies e reforça que a fiscalização continuará de forma intensiva para assegurar o cumprimento das normas ambientais.

Projeto de lei sobre espécies específicas
Paralelamente, tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul um projeto de lei que visa proibir a pesca, transporte, armazenamento e comercialização de 13 espécies de peixes, incluindo pacu, dourado e pintado. O objetivo é proteger e repovoar os rios, garantindo a sustentabilidade das espécies nativas.
Com a reabertura da pesca nos rios de Mato Grosso do Sul, é essencial que os pescadores estejam atentos às regulamentações vigentes e contribuam para a preservação dos recursos naturais, garantindo a continuidade da atividade pesqueira de forma sustentável.
Sugestão para este Carnaval : Pescar em família
O Rio Paraguai é o principal polo pesqueiro do Estado, com um diferencial em relação às demais regiões tradicionais de pesca esportiva: as belezas naturais do Pantanal, entre Corumbá e Porto Murtinho. São mais de 1.500 km de rio para desfrute e as duas cidades oferecem uma das melhores estruturas de barcos-hotéis, onde o pescador tem toda comodidade – da isca ao uísque – e ainda goza do prazer de vivenciar um dos biomas mais preservados.
Há, ainda, uma variedade de locais para passar o dia na beira dos rios ou embarcado com amigos ou em família. Exemplo das corredeiras do Aquidauana, entre os distritos de Palmeiras (Dois Irmãos do Buriti) e Piraputanga (Aquidauana), cortando uma região de morraria que agora ganha a pavimentação, pelo Governo do Estado, da Estrada Ecológica. O mesmo Aquidauana passa por Corguinho (distante 100 km da Capital), onde fica o Poço do Jau.
Outros rios piscosos, com fácil acesso: Coxim e Taquari, na região Norte; o Paraná, divisa com São Paulo e Paraná; Dourados, Miranda, Abobral (Pantanal da Nhecolândia, com acesso pela Estrada-Parque, a MS-184) e Piquiri (divisa com Mato Grosso). No Passo do Lontra (MS-184, acesso pela BR-262), em Corumbá, o Miranda recebe as águas do Aquidauana e atrai pescadores de todo o país. Tem boa estrutura de hospedagem e pesca, incluindo áreas de camping.
Fotos (pescador com peixe): Edemir Rodrigues
Foto (pescadores) : Renê Marcio Carneiro
Foto (Dourado Capa): Subcom






