O selo Unesco-Most Bridges trará visibilidade internacional ao programa, como exemplo de boas práticas em turismo cultural e bioeconomia sustentável em MS.

Exploração de sítios arqueológicos com pinturas rupestres revela a rica história e o potencial turístico de Mato Grosso do Sul, fortalecendo a preservação e a identidade local. O programa de trilhas rupestres de MS, desenvolvido pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), concorre ao selo de certificação do programa Unesco-Most Bridges, uma rede científica transdisciplinar que visa a resolução de problemas sociais por meio das humanidades.
O projeto, que abrange 16 municípios do estado, tem como objetivo fortalecer a cultura local e promover a bioeconomia sustentável.
Nomeado “Trilha Rupestre: Inovações e Tecnologias Sociais na Bioeconomia Local”, o programa é financiado pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS (Fundect).
Seu foco está na valorização dos vestígios arqueológicos e geopaleontológicos presentes nos municípios de Alcinópolis, Bandeirantes, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corguinho, Costa Rica, Coxim, Figueirão, Jaraguari, Paraíso das Águas, Pedro Gomes, Rio Negro, Rio Verde, Rochedo, São Gabriel do Oeste e Sonora, onde se concentram mais de 740 sítios arqueológicos registrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A proposta é estimular a geração de renda e promover a economia local por meio do turismo sustentável, aproveitando o potencial histórico e cultural da região. Segundo Lia Brambilla, pró-reitora de Extensão, Cultura e Esporte e coordenadora científica do projeto, a candidatura ao selo da Unesco é uma grande oportunidade de colocar o trabalho de MS em destaque no cenário internacional.
O projeto “Trilha Rupestre” é uma importante ação para a preservação do patrimônio arqueológico de Mato Grosso do Sul e uma excelente oportunidade para promover o turismo cultural de maneira sustentável, gerando benefícios econômicos para as comunidades locais e preservando a rica história da região.
As trilhas rupestres são percursos que conduzem a locais onde se encontram pinturas e gravuras realizadas por povos antigos em superfícies rochosas. Essas manifestações artísticas são testemunhos valiosos das civilizações que habitaram a região há milhares de anos.
Principais Sítios Rupestres em Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul possui diversos sítios arqueológicos com pinturas rupestres, onde podemos destacar a cidade de Alcinópolis por concentrar 28 sítios arqueológicos com pinturas rupestres, representando um importante patrimônio cultural e histórico da região.
Localizado a aproximadamente 402 km de Campo Grande, o Templo dos Pilares é um sítio arqueológico constituído de um abrigo natural sob rochas, composto de colunas naturais de arenito, com cerca de oito metros de altura, que parecem construídas a mão. A área coberta do abrigo estende-se por mais de vinte metros em terreno levemente inclinado e alguns metros de profundidade.
Sobre a superfície, alguns blocos de arenito, de diferentes tamanhos, formam painéis de inscrições rupestres, com gravuras em baixo relevo (petroglifos) e pinturas (feitas com corantes naturais).
Importância Cultural e Turística
As trilhas rupestres não apenas proporcionam uma experiência enriquecedora aos visitantes, mas também desempenham um papel crucial na preservação do patrimônio cultural e na promoção do turismo sustentável em Mato Grosso do Sul. A valorização desses sítios contribui para o fortalecimento da identidade local e para o desenvolvimento econômico das comunidades envolvidas.
Fotos Arquivo Iphan/UFMS








