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Campo Grande, 24 de outubro de 2026

Juiz de MS é investigado por esquema de corrupção e lavagem de dinheiro

  • 25 de novembro, 2024
  • Polícia
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As investigações, iniciadas pela Polícia Federal, apontam que o juiz Paulo Afonso de Oliveira teria favorecido advogados em processos judiciais em troca de vantagens financeiras

O juiz Paulo Afonso de Oliveira, da 2ª Vara Cível de Campo Grande (MS), está sendo investigado por um esquema de corrupção que envolve a venda de sentenças judiciais. A operação, batizada de Ultima Ratio, revelou indícios de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O magistrado teria se beneficiado de relações estreitas com advogados e empresários, adquirindo um patrimônio incompatível com seus rendimentos.

Juiz Paulo Afonso de Oliveira, durante coletiva de imprensa, em julho de 2018 (Foto: Edivaldo Bitencourt/O Jacaré/Arquivo)

As investigações, iniciadas pela Polícia Federal, apontam que o juiz Paulo Afonso de Oliveira teria favorecido advogados em processos judiciais em troca de vantagens financeiras. Entre os indícios, estão conversas por WhatsApp, transferências bancárias suspeitas e a existência de uma conta conjunta com um ex-juiz.

Um dos pontos mais graves da investigação é a discrepância entre o patrimônio declarado pelo juiz e o valor de mercado de seus bens. A aquisição de uma aeronave e de uma fazenda por valores muito abaixo do mercado levanta suspeitas sobre a origem dos recursos utilizados nessas compras.

A operação Ultima Ratio também revelou a existência de um grupo de WhatsApp denominado “Amigos”, no qual o juiz, o ex-juiz Aldo Ferreira da Silva Júnior e o advogado Fábio Castro Leandro trocavam mensagens. As conversas indicam que as decisões judiciais eram previamente combinadas entre os membros do grupo.

A investigação sobre o juiz Paulo Afonso de Oliveira causa grande repercussão em Mato Grosso do Sul e levanta questionamentos sobre a integridade do Poder Judiciário. A população busca respostas sobre como um esquema desse porte pode ter funcionado por tanto tempo sem ser descoberto.

As instituições responsáveis pela fiscalização da atividade judicial, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Corregedoria-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul, devem tomar as medidas cabíveis para apurar os fatos e punir os responsáveis.

Os envolvidos na investigação podem responder criminalmente pelos crimes de corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Além disso, o juiz Paulo Afonso de Oliveira pode perder o cargo e ter seus bens bloqueados.

A investigação ainda está em curso e novas informações podem surgir nos próximos dias. As autoridades competentes devem continuar apurando os fatos e buscando provas que corroborem as denúncias.

A denúncia de corrupção contra o juiz Paulo Afonso de Oliveira é um alerta para a necessidade de uma constante vigilância sobre as atividades dos agentes públicos. A sociedade civil deve acompanhar de perto o desenrolar das investigações e cobrar das autoridades medidas eficazes para combater a corrupção.

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