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Campo Grande, 04 de outubro de 2026

Irmão do PCC é preso em operação contra lavagem de dinheiro

  • 18 de setembro, 2024
  • Polícia
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Polícia Federal desarticula esquema que movimentou milhões de dólares e prende importante membro da facção criminosa

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (17) a Operação Vagus, desarticulando um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A operação resultou na prisão de Erico Anibal Martti Junior, de 29 anos, irmão de Tiago Godoy Martti, considerado um dos principais operadores financeiros da facção criminosa.

Erico passou por audiência de custódia em Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande, durante o fim da tarde. A juíza responsável pela 2ª Vara Federal, Ana Claudia Manikowski Annes, homologou a prisão e determinou que o suspeito fosse encaminhado ao presídio local.

Agente da Polícia Federal faz contagem de cédulas durante operação que investiga fraudes. (Foto: Reprodução/PF)

O processo que resultou na prisão dos irmãos tramita em segredo na Justiça Federal em Porto Alegre (RS). A PF não informou qual a participação de Erico no esquema, no entanto, o nome dele aparece como MEI (Microempreendedor Individual) em uma dono de loja de roupas na fronteira. Tiago também figura como proprietário de uma lanchonete, em Ponta Porã.

Tiago continua preso em território paraguaio e o procedimento de extradição dele deve ser concluído nesta quarta (17). De acordo com a Senad (Secretaria Nacional Antidrogas), o preso seria importante membro do PCC e responsável por um dos núcleos de lavagem de dinheiro do tráfico mantidos pela facção criminosa no Paraguai, Brasil, Argentina e Uruguai.

A prisão dele ocorreu no âmbito da Operação Vagus, deflagrada hoje pela Polícia Federal para cumprir mandados em nove cidades de cinco estados brasileiros. Apenas o núcleo do qual Tiago faz parte teria movimentado ao menos 15 milhões de dólares nos últimos dois anos.

De acordo com a nota enviada à imprensa, a PF destaca que a ação envolveu 190 policiais federais, que executaram mais de 34 mandados de busca e apreensão em Curitiba (PR), São José dos Pinhais (PR), São Paulo (SP), São Caetano do Sul (SP), Natal (RN), Ponta Porã, Chuí (RS), Bagé (RS) e Aceguá (RS).

Tiago, durante cumprimento de mandado de prisão, em Pedro Juan Caballero. (Foto: Divulgação)

A Operação Vagus é um desdobramento da Operação Operador Fenício II, deflagrada em novembro de 2022, que investigou crimes financeiros perpetrados na região fronteiriça entre Brasil e Uruguai. Naquela ocasião, voltou-se o foco para empresa localizada no Chuí, suspeita de receber grandes quantias de dinheiro de origem ilícita, com fortes indícios de envolvimento em lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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